CONTEÚDO ANDA

Pesquisadores estudam a importância da criação de mapas para proteger animais marinhos

O sucesso da proteção de animais marinhos depende em grande parte de bons mapas, especialmente quando os recursos financeiros são limitados. Porém, a elaboração de um "bom mapa" possui muitas dificuldades

414

13/09/2017 às 07:30
Por Redação

Want create site? Find Free WordPress Themes and plugins.

A falta de informações sobre a vida e os hábitos de muitas espécies e o desenvolvimento de modelos de dados são desafios que os ativistas enfrentam ao mapear seu trabalho. A maioria das agências de conservação precisa confiar em “mapas de alcance” quando se trata de decisões sobre a proteção de mamíferos marinhos.

Animais marinhos

Foto: Flickr/usfwsendsp

Isso pode deturpar os limites da distribuição dos animais e apontar a mesma densidade populacional de uma espécie em toda a área. Existem mapas mais claros sobre os principais habitats de cada espécie (áreas de maior densidade) e locais com riqueza de espécies (áreas com maior número de espécies).

Um novo estudo mostra a necessidade de decisões técnicas e estratégicas mesmo quando há disponibilidade de estimativas de densidade. Os autores utilizaram um rico conjunto de dados da British Columbia, no Canadá, e coletaram informações observacionais de maneira relativamente sistemática.

Os pesquisadores compararam o efeito de diferentes tipos de entrada de dados, como mapas de alcance, mapas de distribuição (que mostram áreas específicas mais adequadas para determinadas espécies) e mapas de densidade, reportou o Faunalytics.

Os autores organizaram 100 soluções simuladas nas quais alteraram o equilíbrio entre diferentes conjuntos de dados. Eles descobriram que as áreas identificadas para a proteção variaram dramaticamente.

Suas conclusões mostram a importância de incluir a densidade da ocorrência de mamíferos ao identificar locais prioritários para a proteção de mamíferos marinhos. Se os dados de observação verdadeiros não estiverem disponíveis, os autores recomendam a criação de mapas de distribuição com base na opinião de especialistas e a utilização de modelos estatísticos para criar mapas de densidade.

Os autores ressaltam que a Conferência das Nações Unidas sobre Biodiversidade de 2012 em Hyderabad, na Índia, enfatizou a necessidade de focar em áreas marinhas ricas em biodiversidade.

Porém, como mostra este estudo, na região de British Columbia, os habitats principais entre as 11 espécies de mamíferos marinhos observados quase não coincidem. Enquanto os autores apoiam os esforços para proteger as áreas com maior biodiversidade, a pesquisa sugere que a proteção dos habitats principais representa um ponto de partida mais significativo.

Did you find apk for android? You can find new Free Android Games and apps.