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Visons são confinados e mortos para a produção de cílios postiços

25 de setembro de 2017
2 min. de leitura
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Vison dentro de jaula em fazenda de pele
Foto: Reprodução, Herald Sun

Grupos de proteção animal têm pressionado pela proibição da importação e da venda dos cílios: feitos com visons explorados e mortos em fazendas de peles.

Uma petição do Change conseguiu quase 70 mil assinaturas de pessoas contrárias à brutalidade.

A especialista Kerry-anne Fyffe, do Studio 45 Hair and Beauty Space, em Glen Waverley disse ter conhecimento da prática. “Você pode alcançar o mesmo resultado com cílios sintéticos e eu nunca utilizaria nada que estimule práticas de crueldade repugnantes”, observou.

A proprietária do Glen Waverley’s Eye Wonderlust, Grace Lee, afirmou que as pessoas com alergias estavam usando cílios feitos com as peles dos animais, informou o Herald Sun. Segundo ela, as celebridades que utilizam cílios postiços impulsionaram a tendência.

A diretora associada de campanhas da PETA Ashley Fruno disse que a maior exportadora de peles do mundo é a China. “Não há penalidades para a crueldade animal na China, mas o vison também é criado nos EUA e na Europa”, explicou.

“Os cílios de visons são pelos que foram raspados do corpo de um vison, mesmo antes ou logo após o animal ser assassinado em uma fazenda. Eles são confinados em fileiras de jaulas pequenas, imundas e com arame e alguns visons mordem as barras de suas jaulas ou caminham neuroticamente de um lado para o outro devido ao estresse. Eles são então colocados dentro de câmaras de gás e mortos”, acrescentou.

Ela pediu que a venda dos cílios seja proibida no eBay e em outras plataformas online na Austrália,.

“Ninguém deve ser torturado por causa de longos cílios, especialmente quando há tantas alternativas belas e sem crueldade disponíveis”, ressaltou.

A diretora de ciência e estratégia da RSPCA, Bidda Jones, enfatizou que qualquer pessoa que deseja usar extensões de cílios deve perguntar sobre a fonte do produto e procurar uma opção sem crueldade. “Enquanto as pessoas comprarem e utilizarem produtos com peles animais, esse comércio continuará existindo”, declarou.

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