Tempo seco aumenta problemas de saúde em cães e gatos


Rayya The Vet/Creative Commons

Todo ano, na época do inverno e primavera, sofremos com períodos sem chuva. Como consequência, o ar fica mais carregado e o tempo seco começa a causar desconfortos.

Nas cidades grandes a situação é ainda pior por conta da poluição. Mas não são só os humanos que sofrem com essa condição climática. Cães e gatos podem apresentar problemas de saúde. Fique ligado nos primeiros sinais e leve ao veterinário.

Os hospitais humanos, nessa época, recebem diversos pacientes com queixa de problemas respiratórios. Um dos motivos é a secura do ar, aumento de queimadas e até alergia. Nos cães e gatos não é diferente.

Peludos idosos sofrem mais e podem apresentar os mesmos problemas respiratórios que os humanos. Porém, um problema que poucos percebem, mas muito comum nessa época, é a conjuntivite.

Causada por diversos fatores, a conjuntivite nos cães e gatos tem origem diferente. “Nos cães, as causas mais comuns de conjuntivite estão relacionadas ao ressecamento da superfície ocular e quadros alérgicos, normalmente associadas a infecções bacterianas. Nos gatos, a conjuntivite viral é mais comum” explica Dra Mariana Terzariol Barbosa, médica veterinária Especializada em Oftalmologia Veterinária.

A veterinária confirma que é mais comum que esse tipo de doença ocorra em períodos mais secos do ano: “Nessa época, há uma maior tendência ao ressecamento da superfície ocular principalmente nos animais que possuem olhos mais proeminentes, como shitzus, pugs, buldogues e pequineses”.

Outro fator, também consequência do tempo seco, é uma maior exposição dos animais à poluição, partículas dispersas no ar, pólen e outros fatores ambientais que podem provocar conjuntivites alérgicas.

Sinais que seu peludo está com desconforto no(s) olho(s):

Coceira na região dos olhos
Dificuldade de abrir o(s) olho(s)
Olho vermelho
Inchaço das pálpebras e conjuntivas
Presença de secreção ocular
Desconforto ocular com fechamento involuntário das pálpebras
Lacrimejamento em excesso
Alteração da coloração do olho, quando há comprometimento da córnea.

Preste muita atenção a qualquer um desses sintomas. “Em casos graves e crônicos pode haver comprometimento visual, por isso, a conjuntivite nos animais não deve ser negligenciada” alerta Dra Mariana.

Ao notar a ocorrência de um ou mais sinais relacionados à conjuntivite, leve o animal ao veterinário, se possível em um especialista em oftalmologia veterinária.

A conjuntivite dos cães e gatos é transmissível aos seres humanos?

A Dra Mariana responde: “Não se preocupe, a conjuntivite que acomete cães e gatos não é transmitida para o homem, assim como a conjuntivite do homem não é transmitida para os animais”.

Soluções práticas para o tempo seco

Evite passeios em horários muito quentes, em locais com muitas partículas dispersas no ar e vento forte pode ser benéfico na tentativa de proteger os olhos do nosso “melhor amigo”.

Evite que os animais fiquem expostos ao vento na janela dos carros, por exemplo.

Principalmente nos animais com olhos mais proeminentes. Porém é importante lembrar que além de ressecamento ocular, esse hábito pode favorecer a entrada de corpo estranho na córnea e conjuntiva, o que pode provocar lesões oculares como ceratites e conjuntivites mais severas.

Pingue colírios que mimetizam a lágrima. O uso pode ser indicado em alguns casos. Porém, é importante que seja orientado por um profissional qualificado.

Use umidificadores de ar. O uso pode trazer benefícios e melhora na qualidade do ar, no ambiente onde o animal vive. Porém, se outros fatores importantes também estiverem relacionados a ocorrência de conjuntivite nos animas, seu uso isolado não será suficiente.

Limpe, com solução fisiológica, a região dos olhos. Seu uso é importante também para que se possa remover cuidadosamente a secreção que pode estar aderida aos cílios e pelos. Outra opção é a limpeza da região ocular com água filtrada.

Como tratar a conjuntivite?

“Normalmente são necessários usar colírios e limpar a região ocular para remoção de secreção, quando presente. A duração e composição do tratamento podem variar de acordo com a causa da conjuntivite. Pode ser mais breves, em alguns casos de quadros alérgicos, por exemplo, ou até mesmo contínuo por toda a vida do animal, quando há conjuntivites autoimunes” ensina Dra Mariana.

Pode parecer frescura, mas a oftalmologia veterinária é uma especialidade cada vez mais difundida e presente nas diversas regiões do país, dada sua importância. Por isso, não deixe de levar seu “melhor amigo” para uma avaliação oftalmológica frente a qualquer alteração ocular.

Fonte: Estadão


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