Pampas Safari: laudos finais não detectam tuberculose em cervos mortos


As mais de 20 amostras coletadas dos cervos do Pampas Safari, examinadas no mês passado, não apontaram a presença de tuberculose. Os laudos foram emitidos pela Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação do Rio Grande do Sul (Seapi).

(Foto: Jefferson Botega / Agencia RBS)

Os documentos solicitados pela Fundação Municipal do Meio Ambiente (FMMA), de Gravataí (RS), indicam a ausência de alterações relacionadas à doença, mas recomendam que as amostras sejam submetidas a novos exames. A razão da sugestão feita é que o método utilizado – no qual é extraído DNA e reação em cadeia para a bactéria mycobacterium bovis, responsável pela transmissão da tuberculose entre bois e em menor grau em outros mamíferos – “não é o padrão-ouro para detecção” da bactéria. A técnica tem de 45% a 85% de eficácia, conforme o laudo, enquanto o exame considerado adequado atinge 95% de precisão.

O Pampas Safari, segundo o Ibama, permanecerá fechado e proibido de matar animais saudáveis, em que a tuberculose não seja confirmada. O instituto diz ainda que a amostra não foi feita em todo o rebanho, que totaliza 400 cervos.

De acordo com o laudo, “apenas os fragmentos de tecidos recebidos foram analisados, o que não permite excluir que a bactéria estivesse presente nos demais órgãos”. Foram coletados, segundo informações do Jornal Zero Hora, fragmentos de pulmão, fígado e rim, entre outros órgãos e tecidos. A maior parte das amostras analisadas não tinha alterações que indicassem a presença de tuberculose nos animais.


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