Associação faz campanha para ajudar cães que vivem na região da usina nuclear de Chernobyl


 

Cão na região da usina
Foto: Clean Futures Fund

Toda a Europa foi afetada pelo pior desastre nuclear do século XX. Os moradores das cidades e aldeias próximas foram evacuados, embora alguns tenham se recusado a sair.

Algumas cidades, como Prypyat, foram abandonadas desde então e turistas e fotógrafos encontraram uma cidade fantasma e congelada no tempo desde aquela época.

Passaram-se 30 anos desde a catástrofe e, embora ainda exista uma zona de exclusão de 30 quilômetros ao redor dos destroços da usina, a vida começou a retornar ao local.

Além das plantas e árvores que têm crescido nos edifícios abandonados há vários anos, existem 750 cães que vivem na zona de exclusão. De acordo com o The Clean Futures Fund, uma associação que ajuda a financiar a limpeza da usina, os cães vivem ao lado de lobos que procriam e prosperam mesmo com os perigosos níveis de radiação.

Segundo o The Holidog Times, as 3500 pessoas que trabalham dentro da zona de exclusão se empenham para cuidar desses animais, mas não possuem conhecimento ou dinheiro para providenciar o cuidado veterinário do qual alguns deles precisam desesperadamente.

Cão na região da usina
Foto: Clean Futures Fund

O The Clean Futures Fund lançou uma campanha chamada “Cães de Chernobyl”, cujo objetivo é financiar vacinas contra a raiva, esterilizar e castrar os animais e fornecer a eles produtos essenciais para a saúde. A única outra opção oferecida pelo governo ucraniano é matar os cães abandonados.

A associação espera arrecadar US$ 80 mil para financiar seu programa de três anos. Mais de US$ 21 mil já foram doados.

Os cães de Chernobyl são descendentes de animais domésticos que foram abandonados durante a evacuação, cujos tutores não tinham permissão para levar seus amados companheiros com eles ou sabiam que os cachorros só sobreviveriam alguns dias.

Porém, isso não ocorreu, e o governo enviou soldados para atirar nos animais desabrigados. Muitos escaparam da morte e formaram colônias, procriando e tendo os filhotes que vivem no local atualmente.


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