Cães sem raça definida são maioria nos lares brasileiros


Valentina, uma cadela sem raça definida (SRD), foi adotada pela microempresária Erilaine Furbino depois de ter sido abandonada e jogada em um córrego. Após o resgate, ela passou uma semana internada em uma clínica se recuperando. Hoje, saudável, vive com Hellô, outra cadela sem raça definida.

Hellô e Valentina são cadelas sem raça definida (Foto: Erilaine Furbino/Arquivo pessoal )

“Elas são muito inteligentes, muito carinhosas e gratas. Costumo dizer que foram elas que me adotaram, porque cuidam de mim e devolvem o amor. Jamais compraria um animal. Muitas pessoas perdem a oportunidade de conviver com cães fantásticos por se preocuparem com a raça”, desabafa.

Uma pesquisa online, com dados de mais de sete mil tutores de todas as classes sociais, feita por um Instituto de São Paulo comprovou que Erilaine não é única a preferir cães SRD. Eles estão presentes em 41% dos lares brasileiros, seguidos pelas raças poodle (11%) e pinscher (7%).

Cuidados

O veterinário Ermício Quintão explica que, apesar de os cães sem raça definida serem conhecidos por uma maior resistência à doenças e fácil adaptação aos lares para onde são levados, é importante que recebam cuidados e sejam vacinados.

“Esses animais precisam receber as mesmas doses de vacina que aqueles de raça pura. A proteção é fundamental para qualquer espécie”, afirma em entrevista ao G1.

A castração também é importante. Além de evitar crias indesejadas, ela protege o animal contra doenças – evitando, por exemplo, a incidência de tumores de mama e próstata – e prolonga o tempo de vida dele. Castrar foi uma opção escolhida por Mariana Nunes após resgatar Babi na rua, que tinha uma doença de pele popularmente conhecida como “bicheira”. Babi recebeu tratamento veterinário e hoje, adotada por Mariana, ela faz companhia aos cães resgatados pela auxiliar administrativo, que ficam em lar temporário com ela até serem adotados.

Babi foi resgatada com “bicheira”, hoje está saudável e faz companhia para outros cães resgatados (Foto: Mariana Nunes/Arquivo pessoal)

Rede colaborativa

A ONG de proteção animal Meu Amigo Cão, localizada no Vale do Aço, interior de Minas Gerais, estabeleceu uma rede de colaboradores que oferece lar temporário para animais retirados das ruas.

A voluntária Maria Angélica tem notado uma diminuição do preconceito contra cães sem raça definida. “Nas feiras de adoção a gente percebe que o movimento tem aumentado, as pessoas estão mais conscientes que a raça é o menos importante. O principal é tirar esses animais das ruas. E quem faz isso, não se arrepende”, diz.


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