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Pecuária e mudanças climáticas podem provocar extinção em massa de animais marinhos

O oceano tem sido sufocado conforme os níveis de oxigênio caem a uma taxa similar à de 94 milhões de anos atrás quando houve uma extinção em massa da vida marinha, alertam os cientistas

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12/08/2017 às 09:30
Por Redação

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Se esse evento foi causado naturalmente, os seres humanos são responsáveis por diversos fatores diferentes que impulsionam o aumento de “zonas mortas” nos mares.

A zona morta no Norte do Golfo do México é um dos maiores "desertos biológicos" do mundo

A zona morta no Norte do Golfo do México é um dos maiores “desertos biológicos” do mundo/ Foto: NOAA

Um deles é o fato de os esgotos e fertilizantes em fazendas causarem quantidades maciças de algas que morrem e depois se decompõem em um processo que consome oxigênio. Isso mata a maioria dos animais marinhos ou força as espécies a migrarem para fugir.

Um dos maiores “desertos biológicos” do mundo está no norte do Golfo do México, centrado na foz do rio Mississippi. O mar Báltico também é seriamente afetado.

Outro fator que impulsiona o processo é o aumento gradual da erosão terrestre causado pelo aquecimento global, adicionando nutrientes extras ao mar. Porém, este processo deverá levar dezenas de milhares de anos.

A perda de oxigênio do oceano é mais um problema enfrentado pelas espécies marinhas, juntamente com o aumento das temperaturas e a acidificação dos oceanos, causada pela absorção de quantidades crescentes de dióxido de carbono da atmosfera, segundo o Independent.

No Science Advances, os pesquisadores disseram que as taxas atuais de desoxigenação eram semelhantes às de 94 milhões de anos atrás, durante o que é conhecido como “Evento-2 de Anoxia Oceânica”.

“O aumento da desoxigenação do oceano já é aparente no oceano moderno porque o dióxido de carbono marinho teve queda de 2% ao longo do último meio século e os modelos recentes projetam uma perda contínua de 0,5% a 3,5% no próximo meio século, o que resultaria em grandes expansões de anoxia oceânica nos próximos milhares de anos “, disseram.

“Sem uma intervenção humana positiva, os estudos antigos da OAE estão destinados a se tornarem desconfortavelmente aplicáveis em um futuro não tão distante”, adicionaram.

Acredita-se que a OAE-2, que se desenvolveu há cerca de 50 mil anos, causou a extinção de em torno de 27% dos invertebrados marinhos.

Uma das pesquisadoras, Sune Nielsen, da Instituição Oceanográfica Woods Hole nos EUA, declarou: “Nossos resultados mostram que as taxas de desoxigenação marinha antes do evento antigo provavelmente ocorreram ao longo de dezenas de milhares de anos e surpreendentemente semelhante à redução de 2% de oxigênio que estamos vendo impulsionada pela atividade antropogênica nos últimos 50 anos. Não sabemos se o oceano caminha para outro evento anóxico global, mas a tendência é preocupante”.

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