Brasileira inova e cria cão-guia robô que pode por fim a exploração de cachorros


Invenção pode mudar a realidade de cegos e cães explorados como guias | Reprodução – Facebook

O abuso animal escondido por trás do adestramento e utilização de cachorros como cães-guias é um assunto que costuma ser evitado.

Nos Estados Unidos, aproximadamente 300 cães são criados anualmente apenas com esse intuito, já no Brasil o número é um pouco menor, cerca de 70 cachorros têm suas liberdades privadas para se dedicar a acompanhar cegos e deficientes visuais.

No entanto, uma professora de robótica dos Espírito Santo pode mudar esta realidade. A cientista da computação Neide Selli é a responsável pelo projeto que fez nascer a Lysa, um “cão-guia” robô que não só ajudará a por fim a este tipo de exploração animal, como também contribuirá para que milhares cegos tenham acesso a um instrumento mais acessível para se locomover.

A empreendedora e criadora da startup Vixsystem afirma que o interesse pelo tema surgiu devido a uma grande demanda de cegos, há aproximadamente 6 milhões de deficientes visuais apenas no Brasil segundo dados da revista Época, e poucos cães-guias disponíveis.

Produção artesanal ainda é um obstáculo | Reprodução – Facebook

Lysa traz diversas inovações. Com o formato similar a um cortador de grama, ela possui sensores ultrassônicos e infravermelhos para evitar a colisão com obstáculos ou quedas em buracos. Ela também conta um um sistema de GPS.

Neide Selli diz que o principal obstáculo no momento é a linha de produção da invenção, que é basicamente artesanal e encarece o preço final do produto, que custa R$ 10 mil a unidade.

No entanto, a empresária demonstra otimismo e acredita que com o aumento da demanda, será possível praticar preços mais acessíveis.

Por que é maus-tratos?

Embora inspire beleza o companheirismo de cegos e seus cães-guias, existe também uma indústria que lucra privando cães bebês de um convívio amoroso para torná-los úteis como ferramentas de locomoção.

Os cães escolhidos para exercer esta atividade geralmente são das raças labrador e golden, devido ao temperamento dócil. Desde filhotes eles são forçados a interagir com humanos e realizar passeios frequentes para se acostumar com as ruas.

Eles são privados de fazer coisas simples como subir na cama ou no sofá, pois esse hábito é significado “constrangedor” para o tutor. Os cães têm que aprender a sentar, ficar, deitar e outros comandos, além de serem forçados a se adaptarem a coleiras e guias especificas.

Nota da Redação: Apesar da proteção de cães não ter sido o principal motivo da empreendedora, Neide Selli tem todo o mérito pela sua inovação, que não apenas impedirá que mais animais sejam explorados, adestrados e privados de uma vida de liberdade, como também contribui com maior dignidade para a população cega do país e do mundo.


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