Morte de capivaras vítimas de atropelamento é recorrente em Campo Grande (MS)


Capivaras têm sido vítimas de atropelamentos, que muitas vezes levam à morte, na Avenida Hiroshima, na Vila Nascente, em Campo Grande (MS). A razão é o abuso de velocidade dos condutores de veículos, que se aproveitam dos cruzamentos pouco movimentados e da falta de sinalização e redutores de tráfego no local. Em uma semana, duas capivaras morreram.

Capivaras são vítimas do excesso de velocidade na Avenida Hiroshima (Foto: André Bittar)

Devido ao estado de decomposição dos corpos, é possível deduzir que uma delas foi atingida durante a madrugada de ontem (22) e a outra há cerca de uma semana.

“Carros passam em alta velocidade, principalmente na descida. Se não tomar cuidado, atropela até gente. Precisamos urgente de um redutor de velocidade”, disse ao Campo Grande News a comerciante Marlene Rodrigues Pereira, 60 anos, que trabalha vendendo salgados próximo ao local.

Marlene lamenta a morte das capivaras. “É uma situação que dá muita dó. Chegam a ser duas, até três capivaras em um mês que são atropeladas.”

O tenente-coronel Edmilson Queiroz, da PMA (Polícia Militar Ambiental), esclarece que não há dados sobre atropelamentos de animais em vias urbanas de Campo Grande, mas reconhece que se trata de uma situação recorrente.

“Na verdade, a única orientação que damos é que depende do motorista, que é o ser pensante nesse caso. Nesses locais perto do Parque das Nações, do Sóter, do Lago do Amor na UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), ao longo dos parques lineares que margeiam córregos, as pessoas têm que tomar cuidado porque existe a presença de fauna nessas áreas verdes”, pontua.

Queioz explica que, dependendo da velocidade do condutor, a presença das capivaras representa risco não só para elas, mas também para as pessoas, especialmente motociclistas.

“Precisamos ter cuidado não apenas pelo animal, mas para evitar o prejuízo material, lesões e até mesmo a morte. Quem pode evitar o acidente é o motorista”, alerta.


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