Costa Rica quer ser o primeiro país do mundo a eliminar plásticos de uso único


 

Resíduos plásticos em praia
Foto: Reprodução, Ecowatch

A Costa Rica pretende substituir plásticos de uso único, tais como sacolas, canudos, mexedores de café, recipientes e talheres – por alternativas biodegradáveis ou solúveis em água ou produtos de materiais renováveis.

A iniciativa é conduzida pelos Ministérios da Saúde e Meio Ambiente e Energia da Costa Rica e apoiada pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), pelos governos locais, pela sociedade civil e por diversos grupos do setor privado.

“Ser um país livre de plásticos de uso único é o nosso mantra e nossa missão”, diz uma declaração conjunta do ministro do Meio Ambiente e Energia, Edgar Gutiérrez, ministra da Saúde, María Esther Anchía, e Alice Shackelford, representante residente do PNUD Costa Rica.

“Não será fácil e o governo não pode fazer isso sozinho. Para realizar essas mudanças, precisamos que todos os setores – públicos e privados – se comprometam com ações para substituir o plástico de uso único por cinco ações estratégicas: incentivos municipais, políticas e diretrizes institucionais para fornecedores, substituição de produtos plásticos de uso único, pesquisa, desenvolvimento e investimento em iniciativas estratégicas. Também precisamos da liderança e participação de todos: mulheres, homens, meninos e meninas”, continua a declaração.

A Costa Rica tornou-se uma líder mundial na questão ambiental, com seu desenvolvimento no setor de energia renovável e seu propósito de ser neutra em carbono até 2021 – um prazo estabelecido há uma década.

Porém, os funcionários destacam na declaração que o impressionante histórico ambiental da Costa Rica ainda pode ter melhorias, como mostra o Ecowatch.

“Embora o país tenha sido um exemplo para o mundo ao reverter o desmatamento e dobrar sua cobertura florestal de 26% em 1984 para mais de 52% neste ano, hoje um quinto das quatro mil toneladas de resíduos sólidos produzidos diariamente não é coletado e termina na paisagem da Costa Rica, poluindo também os rios e as praias “, ressaltam.

Os plásticos de uso único não são um problema apenas para a Costa Rica, mas para o mundo inteiro. Calcula-se que, se o padrão de consumo atual continuar, até 2050 haverá mais plástico em nossos oceanos do que peixes, medidos por peso. “Por isso, iniciamos nossa jornada para transformar a Costa Rica em uma zona sem plástico sem uso. É uma vitória para todos: para a Costa Rica, as pessoas e o planeta”, finalizam.


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