Polícia resgata centenas de animais explorados por traficante de cavalos na Suíça


A polícia resgatou centenas de animais amedrontados em uma propriedade na Suíça. Estima-se que 90 cavalos, porcos, vacas, ovelhas, cabras e lamas estejam entre os 300 animais que tiveram de ser transferidos para um centro militar por caminhões do exército suíço.

Cavalo extremamente magro em fazenda
Cavalo foi um dos animais resgatados (Foto: Reprodução, World Animal News)

O esforço de evacuação em massa ocorreu depois da divulgação de fotos tiradas por um antigo funcionário da fazenda. As imagens perturbadoras incluíam cavalos mortos e desnutridos e despertaram a indignação de ativistas pelos direitos animais do país.

Os ativistas imediatamente organizaram manifestações e a realizaram vigílias para os animais torturados, além de realizarem uma campanha nas mídias sociais e enviarem uma petição assinada ao governo exigindo a interferência das autoridades.

O suspeito, que não teve o nome revelado, tem 49 anos e teve sua licença de criador limitada a 60 cavalos em 2013. Agora, após o abuso, perdeu sua licença inteiramente, de acordo com Walter Schönholzer, do Governo de Thurgau.

Segundo o World Animal News, o explorador também acumulou inúmeras condenações por crueldade animal que resultaram na sua prisão.

As autoridades de Thurgau explicaram que inspeções regulares nos últimos anos revelaram algumas condições insuficientes na fazenda, que sempre foram solucionadas após as advertências oficiais.

O Ministério Público confirmou que pelo menos 13 cavalos foram encontrados mortos nos últimos meses na fazenda localizada na vila de Hefenhofen.

A Association Against Animal Factories (VGT), uma organização independente que combate a exploração e o abuso de animais, afirmou há muito tempo que o governo prestou pouca atenção ao notório abusador de animais. “Não existe uma razão ética aceitável para excluir os animais não humanos do acesso aos mesmos direitos básicos oferecidos aos humanos”, afirma o site da organização.

“A capacidade de sofrer é o critério de definição em uma comunidade que garante os direitos básicos. Esses direitos básicos devem ser protegidos independentemente se sua violação for motivada culturalmente, historicamente ou religiosamente”, acrescenta.


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