Criação de salmão causa desequilíbrio no ecossistema marinho


De acordo com um estudo publicado no Canadian Journal of Fishers and Aquatic Sciences (Jornal Canadense de Pescadores e Ciências Aquáticas, em tradução livre), as águas mais quentes de locais fechados causam alterações climáticas que influenciam na propagação dos piolhos.

Salmão sendo morto para consumo
Os piolhos consomem o sangue a pele dos salmões dentro das fazendas de criação (Foto: Mercy for Animals)

Esses parasitas atacam principalmente os peixes que vivem confinados em viveiros ou fazendas de reprodução. Todavia, na tentativa de combater a epidemia de parasitas marinhos, as fazendas de criação de peixes para consumo têm importado toneladas de peixes selvagens e inserido nos viveiros.

Esses peixes, considerados “mais limpos”, consomem os piolhos de salmão e são muitas vezes usados para combater essas infestações, ao invés de produtos químicos. Contudo, a importação desses peixes selvagens causa sérios danos às populações naturais.

“Estamos muito preocupados com o fato de uma grande pesca local ter se desenvolvido rapidamente nos últimos dois anos – com um grande número de peixes selvagens sendo tomados das águas locais – sem gerenciamento adequado ou qualquer indicação de sua sustentabilidade”, afirma Samuel Stone, da Marine Conservation Society (Sociedade de Conservação Marinha, em tradução livre). “É uma preocupação real”, diz.

Segundo o jornal News Scientist, as capturas anuais de peixes selvagens por tripulações norueguesas de pesca foram de 2 milhões em 2008 para 22 milhões em menos de uma década.

Essa diminuição da população no ambiente natural causará um efeito imprevisível no ecossistema marinho. E o pior de tudo é que, após esses peixes consumirem os piolhos, eles são mortos e descartados, sem terem a chance de serem reinseridos na natureza.

Além disso, um estudo feito em 2016 pela organização Mercy For Animals descobriu que os salmões criados em fábricas se tornaram “tão deprimidos que desistem da vida”.

Veja a seguir o vídeo publicado com o estudo feito pela organização, em uma instalação onde os peixes são mortos:


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