Ovelhas grávidas são chicoteadas para produzir mais lã


Ovelhas grávidas agredidas pela indústria de lã
Foto: PETA

As ovelhas frequentemente grávidas foram manipuladas grosseiramente e sem cuidado algum. Seus pescoços foram torcidos e elas foram puxadas por seus pelos, forçadas a andar tropeçando em rampas íngremes e até mesmo chicoteadas.

De acordo com um fazendeiro, a equipe de sete funcionários tosquiava aproximadamente mil animais por dia. Isso exigiria que cada pessoa cortasse cada ovelha em uma média de menos de três minutos e meio. Esse ritmo veloz  inevitavelmente gera erros e a maior parte das ovelhas exibia ferimentos com sangue.

Trabalhadores do fornecedor de lã da Patagônia, que alega ser “sustentável”, cortaram ovelhas totalmente conscientes e retiraram os pelos de algumas delas enquanto ainda estavam vivas e lutando para escapar da extrema agressão.

Independentemente do quão “rigoroso” são os padrões, não é possível que os fornecedores de lã sejam humanos. Os observadores da PETA testemunharam numerosas violações incluindo a tortura de ovelhas grávidas, rapidamente cortadas e então jogadas em rampas escorregadias em um recinto. Depois, um trabalhador as chicoteou para forçá-las a se movimentar, informou a organização.

Ovelhas com feridas expostas
Foto: PETA

A maioria das ovelhas tinha ferimentos de até cinco centímetros de comprimento que sangravam – perto de seus rabos e em seus úberes, orelhas, pescoços e torsos. Elas não receberam qualquer tratamento médico.

Ao invés de serem mantidas em um ambiente protegido, as ovelhas grávidas que praticamente não tinham lã  para ficarem aquecidas foram levadas para o deserto, onde as temperaturas caíram muito e abandonadas no local para dar à luz.

Os cordeiros nascidos no Red Pine são considerados o “principal produto” da operação e são vendidos para o Superior Farms, na Califórnia, o maior matadouro de cordeiros dos Estados Unidos.

Em 2016, outro grupo de direitos animais investigou um matadouro do Superior Farms, documentando que os trabalhadores eletrocutaram os animais e cortaram repetidamente o pescoço de uma ovelha. Algumas também pareciam estar respirando após terem as gargantas dilaceradas.


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