Cachorro salvo de fazenda de carne desfruta da liberdade


Cães, gatos e outros animais considerados “companheiros” recebem um status mais elevado e são tratados com amor e respeito, mas isso não ocorre em todo o mundo. Em partes da Ásia, o consumo de carne de cachorro é considerado culturalmente aceitável.

Antes e depois de cão resgatado
Foto: HSI

Embora isso esteja mudando em alguns lugares, a Coreia do Sul continua sendo o único país que possui sistemas agrícolas para atender a demanda por carne de cachorro.

Infelizmente, essa demanda surgiu recentemente na preparação para o festival de verão Bok Nal.

De acordo com Humane Society International (HSI), “estima-se que de 2,5 a 3 milhões de cães por ano tenham vidas de extrema privação nas fazendas da Coreia do Sul onde são criados para consumo humano. A maioria desses cachorros será morta durante Julho e Agosto e transformada em uma sopa quente e picante que as pessoas acreditam que resfriar e revitaliza o sangue durante os dias mais quentes do verão”.

O primeiro dia do Bok Nal é 17 de Julho e os dois outros dias da prática são reconhecidos no dia 27 e depois no dia 16 de Agosto. A maioria dos cães é brutalmente morta por eletrocussão e os outros animais morrem enforcados ou espancados. Diante dessa cruel celebração, a HSI lançou uma campanha para conscientizar e ajudar a salvá-los deste destino horrível.

Mais recentemente, a organização colaborou com um amante de animais local para resgatar 20 cães de uma fazenda de carne decrépita. Dez dos cães foram adotados por famílias no Canadá e 10 desembarcaram nos EUA para serem adotados, segundo o One Green Planet.

Na foto, podemos ver o antes e depois de um desses cachorros resgatados. À esquerda, o cão está acorrentado na fazenda, cercado pelos corpos em decomposição de galinhas. O medo na sua linguagem corporal evidencia sua consciência sobre o destino terrível que o aguarda.

Já à direita, o cão está completamente transformado e nos braços de um dos seus novos cuidadores. Vê-lo ir do terror absoluto a tanta felicidade aquece nossos corações.

Em um comunicado de imprensa, a HSI explicou: “Esta era uma pequena fazenda com apenas 20 cães sendo mantidos em condições miseráveis. Como é típico em fazendas na Coreia do Sul, os cães foram privados de água limpa e alimentos apropriados.  Os cadáveres de galinhas  que o fazendeiro lhes jogava eram quase não comestíveis. Jinoak [uma amante dos animais] os visitava secretamente para oferecer bondade e uma refeição adequada”.

“Quando ela soube que o fazendeiro estava pronto para vender os cães para o mercado de carne, ela arrecadou dinheiro para comprar os 20 cães e garantiu um acordo escrito com o fazendeiro para que ele nunca mais criasse cachorros”, concluiu.


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