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Namíbia permite captura e exploração de bebês elefantes em passeios turísticos

O governo da Namíbia deu permissão para um proprietário de uma fazenda sueca capturar e exportar cinco bebês elefantes para Dubai

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19/06/2017 às 06:00
Por Redação

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A notícia despertou a indignação de organizações de proteção animal em todo o mundo.

Elefante na natureza

Foto: Elephants Forever

Uma carta aberta foi enviada a Johan Hansen, da Eden Wildlife, exigindo que ele “suspenda imediatamente e permanentemente os planos” para enviar os elefantes para o Dubai Safari Park nos Emirados Árabes Unidos.

A Humane Society International (HSI) escreveu a carta que foi assinada por 35 outras organizações de proteção animal.

Há preocupações de que os bebês elefantes seriam explorados em passeios na atração turística, que frequentemente usa práticas cruéis e desumanas para adestrá-los, incluindo restrições físicas e a limitação de alimentos e água.

“Se eles nasceram em cativeiro ou foram sequestrados da natureza, os elefantes devem estar emocional e mentalmente quebrados antes que as pessoas possam escalar em suas costas”, explicou a PETA em seu site.

De acordo com o World Animal News, o grupo descreveu como os bebês elefantes são dolorosamente arrancados de suas mães protetoras com o objetivo de quebrar seus espíritos.

Embora o comércio de elefantes selvagens para fins comerciais também seja ilegal segundo os termos das especificações da Convenção sobre Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora (CITES), o Ministério do Meio Ambiente e Turismo rejeitou as alegações de que a exportação não atendia a esses critérios e declarou que a “transação” era estritamente para gerenciamento de população.

Elefante acorrentado

Foto: Business Insider

“Cientistas de elefantes e responsáveis pela preservação eticamente responsáveis sabem que capturar e vender filhotes de elefantes não é uma medida humana ou eficaz de gestão da população, como afirma o governo namibiano”, afirmou Audrey Delsink, diretor executivo da HSI  na Africa.

“Em vez disso, é uma falsa pretensão de obter ganhos financeiros que que não têm benefícios para a preservação”, completou.

Ativistas questionam a abordagem do país referente à “gestão sustentável da vida selvagem” e ao policiamento da caça, principalmente depois que a Namíbia se absteve do Great Elephant Count (GEC) e tentou remover as restrições comerciais na recente reunião da CITES CoP17.

O grupo independente e sem fins lucrativos de proteção Earth Organization chegou a declarar que o país estava “tornando-se rapidamente o próximo foco de crimes contra animais selvagens”.

O Conservation Action Trust informou que ainda não se sabe se os bebês elefantes já foram capturados e enviados para Dubai. O Ministério do Meio Ambiente não respondeu à solicitação por informações.

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