Cão vítima de maus-tratos é amarrado em carro e arrastado


Cão foi levado até veterinário
Homem arrastava cão após animal ter comido uma de suas galinhas

O animal que era arrastado por um táxi em movimento, foi visto por um homem que abriu a janela de sua casa localizada na região. De início, ele não conseguiu identificar que se tratava de um cão, mas quando o fez, foi atrás do criminoso.

Para impedir que o animal morresse, o homem se colocou na frente do veículo para evitar a passagem do motorista. O motivo para a atrocidade teria sido causado pelo fato do cão supostamente ter comido uma galinha sob a guarda do homem.

Depois de ouvir o taxista, os vizinhos convenceram ele a deixar o cãozinho partir, explicando ao homem que o animal não tinha culpa de estar faminto e que esse tipo de atitude não era cabível.

Com o cão livre, os moradores levaram o animal até uma clínica veterinária e lá, ele teve tratamento para as feridas causadas pelos maus-tratos. Aos poucos o cão se recuperou, mas será incapaz de superar os traumas psicológicos.

Aqui no Brasil, caso você presencie maus-tratos a animais de quaisquer espécies, sejam domésticos, domesticados, silvestres ou exóticos – como abandono, envenenamento, presos constantemente em correntes ou cordas muito curtas, manutenção em lugar anti-higiênico, mutilação, presos em espaço incompatível ao porte do animal ou em local sem iluminação e ventilação, utilização em shows que possam lhes causar lesão, pânico ou estresse, agressão física, exposição a esforço excessivo e animais debilitados (tração), rinhas, etc. –, vá à delegacia de polícia mais próxima para lavrar o Boletim de Ocorrência (BO), ou compareça à Promotoria de Justiça do Meio Ambiente.

A denúncia de maus-tratos é legitimada pelo Art. 32, da Lei Federal nº. 9.605, de 12.02.1998 (Lei de Crimes Ambientais) e pela Constituição Federal Brasileira, de 05 de outubro de 1988.

Lei de Crimes Ambientais

“Art. 32. Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos:
Pena – detenção, de três meses a um ano, e multa.
§ 1º. Incorre nas mesmas penas quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos.
§ 2º. “A pena é aumentada de um sexto a um terço, se ocorre morte do animal.”


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.

Você viu?

CRIME AMBIENTAL

ABERRAÇÃO LEGISLATIVA

EXEMPLO

CICLOVIA RIO PINHEIROS

ESTRESSE

RESILIÊNCIA

BRECHAS LEGAIS


LEIA EM PRIMEIRA MÃO AS NOTÍCIAS MAIS ANIMAIS DO MUNDO

>