Conheça 5 artistas que lutam pelos direitos dos animais explorados pela pecuária


De muitas maneiras, esses animais são muito semelhantes aos gatos e cães que tanto amamos.

Galinha retratada por Tamara Kenneally
Foto: Tamara Kenneally

Felizmente, um número cada vez maior de artistas e fotógrafos opta por retratar a assombrosa situação desses animais, na tentativa de expandir a consciência das pessoas sobre quem eles verdadeiramente são quando podem ser livres. Veja alguns deles abaixo.

Sue Coe

Sue Coe cresceu perto de um matadouro em Hersham, na Inglaterra, e quando criança estava acostumada a ouvir gritos e o barulho das correntes que emanavam do prédio.

Trabalho de Sue Coe expõe animais explorados em fazendas
Foto: Sue Coe

Na época, ela não foi encorajada a questionar as práticas do matadouro, mas depois de se envolver mais com a arte e a política ela disse: “Quero saber o quanto esse conhecimento de infância afeta a mente em longo prazo… somos treinados para não questionar, não ser curiosos, não fazer exigências sobre coisas que poderiam estar erradas”.

Em seus trabalhos, Dead Meat (1996) e Cruel (2012), ela colocou nos holofotes a verdade de como os animais são tratados pela pecuária. Ela acredita que a apatia das pessoas em relação à situação dos animais ocorre em parte porque “os humanos estão sendo alienados, treinados para desviar o olhar e simplesmente consumir, nunca questionar, viver com medo e em dívidas, para depois morrer silenciosamente e eficientemente”.

Dan Witz

Trabalho de Dan Witz
Foto: Dan Witz

Este artista de Nova York (EUA) tornou-se conhecido por seus retratos atormentadores de problemas sociais. Dois de seus projetos recentes, Empty the Cages (2014) e Actual Victims (2016) focaram na situação dos animais abusados em fazendas.

Esses projetos – que ocorreram em Londres e Washington D.C. respectivamente – envolveram a instalação de esculturas de rua que estimulavam a reflexão, para que as pessoas considerassem a realidade dolorosa por trás da produção industrial.

Como Dan descreveu em seu site: “Quando as leis contra informantes começaram a ser aprovadas nos Estados Unidos, minha atenção foi atraída para a indústria agropecuária no país. Pesquisas adicionais revelaram inacreditáveis abusos – perpetrados não só contra animais em fazendas, mas também contra o meio ambiente. As mudanças climáticas, o desmatamento, a extinção da vida selvagem, o desperdício de água, a poluição do ar e as zonas mortas do oceano são diretamente atribuíveis à produção de carne, leite e ovos”.

Tamara Kenneally

Galinha retratada por Tamara Kenneally
Foto: Tamara Kenneally

Tamara Kenneally é uma fotógrafa australiana que retrata regularmente animais resgatados de fazendas em seu trabalho. Ela trabalhou junto com uma série de instituições de caridade e santuários de direitos animais em toda a Austrália, incluindo o Edgar’s Mission, para ajudar a mudar a percepção do público sobre essas espécies.

Segundo o One Green Planet, a fotógrafa também administra um santuário próprio no North East Victoria chamado Lefty’s Place, nomeado em homenagem a uma ovelha que faleceu em janeiro de 2013.

Tamara descreve-se como “empenhada em retratar os animais como os indivíduos que são e proporcionar aos espectadores o verdadeiro eu e a história de cada animal”.

Gale Hart

A escultora e artista de impressão Gale Hart, que vive em Sacramento, na Califórnia (EUA), causou um alvoroço com suas acusações impressionantes sobre como tratamos outros animais.

Imagem de Gale Hart expõe sofrimento de porco
Foto: Gale Hart

Em particular, seu projeto de 2010, Why Not Eat Your Pet, queria instigar os telespectadores a pensar sobre as motivações de suas escolhas alimentares, justapondo imagens inocentes, embora estranhamente arrepiantes, de animais criados em fazendas com animais domésticos, cartoons e bebês.

Para Hart, seu papel como artista envolve assumir um nível de responsabilidade social. “Não posso sentar e pintar fotos bonitas ou afastar as pessoas com meu talento ou todas as coisas normais que o ego impulsiona dentro da arte”, explicou.

“Eu me sinto mais obrigada a falar sobre como tratamos outras espécies. Como tratamos os animais reflete quem somos como sociedade, então não se trata apenas de animais, é sobre quem somos como humanos”, completou.

Roger Olmos

O ilustrador espanhol Roger Olmos está determinado a usar suas habilidades artísticas para ajudar a mudar a percepção das pessoas sobre animais explorados em fazendas.

Ilustração mostra perversidade da indústria de laticínios
Foto: Roger Olmos

Ele disse em uma entrevista à Vegan Mania: “Meu amor pelos animais começou na infância. Sempre senti um profundo amor por eles e foi isso que me inspirou a ser vegano. Não entendo como milhões de pessoas podem fechar os olhos e os corações diante do sofrimento animal e não falo apenas de cães e gatos. Não apoio nenhuma forma de crueldade em relação a qualquer espécie”.

Ele expressa essa paixão sincera por ajudar as criaturas vulneráveis por meio da produção de imagens satíricas que criticam a forma como os seres humanos tratam outras espécies, bem como belas capas de livros para crianças, que apresentam vacas, pássaros e outros animais que participam de aventuras fantásticas.

Não há dúvida de que o trabalho desses artistas, juntamente com o trabalho de muitos outros ativistas que lutam para mudar a chocante crueldade que os animais suportam nas mãos humanas todos os dias, desempenha um papel fundamental na conscientização do público.


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