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Testes confirmam uso de cocaína para melhorar desempenho de galgos explorados em corridas

Testes realizados em um galgo chamado Flying Tidalwave encontraram cocaína no sistema do cão explorado na pista de corrida Derby Lane, em St. Petersburg, na Flórida (EUA). Uma semana mais...

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19/05/2017 às 06:00
Por Redação

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Testes realizados em um galgo chamado Flying Tidalwave encontraram cocaína no sistema do cão explorado na pista de corrida Derby Lane, em St. Petersburg, na Flórida (EUA).

Galgos explorados em corridas

Foto: Kalle Gustafsson

Uma semana mais tarde, um galgo chamado P Kay Sweetmissy também foi descoberto com cocaína na mesma instalação.

Poucos dias depois, mais três galgos – Kiowa Wellington, Flying Microsoft e Roc A By Sevenup – tiveram exames confirmando a presença da mesma droga em seus sistemas e o mesmo ocorreu novamente com Flying Tidalwave.

As estatísticas são chocantes: desde 2008, 46 cães testaram positivo para a cocaína na indústria de corridas de galgos da Flórida.

Todos os cinco cães com cocaína em seus sistemas em Derby Lane eram explorados por Malcolm McAllister, que treinava galgos para corridas desde 1980.

Ele forçava dos cães a correr em Derby Lane há 12 anos e conquistou mais de US$ 900 mil em prêmios em dinheiro. Um executivo da pista referiu-se a McAllister como um “patriarca maravilhoso da indústria”.

Felizmente, Lane nunca mais lucrará às custas de cães drogados. Sua licença foi revogada permanentemente no mês passado e ele renunciou a uma audiência.

No entanto, em uma declaração escrita, McCallister alegou que não estava pessoalmente envolvido no oferecimento de cocaína aos cães. Ele culpou quatro assistentes que o ajudavam enquanto trabalhava no processo de contratação de um novo treinador.

Nunca tantos cães de uma pista testaram positivo para cocaína no curto prazo de 17 dias, de acordo com Carey Theil, diretor executivo da organização sem fins lucrativos Greyhound Protection GREY2K EUA.

“Não tenho certeza do que é pior, que estas foram tentativas de melhorar as corridas ou que os indivíduos que são responsáveis pelos cães têm usado cocaína”, disse Theil ao Tampa Bay Times.

“Ambos são cenários muito graves e trazem sérias questões sobre a proteção e integridade dos cães das corridas em Derby Lane”, adicionou.

Theil elogiou a decisão da Divisão de Corridas Pari-Mutuel de revogar a licença de McCallister, mas acredita que são necessárias investigações para descobrir como a cocaína entra nos sistemas dos cães, informou o Care2.

Como a corrida de galgos é um esporte excessivamente cruel, ela foi proibida na maior parte dos Estados Unidos. Há atualmente 19 trilhas ativas de corridas no país, sendo que 12 estão localizadas na Flórida.

Uma lei estadual bastante ridícula exige que todos os casinos da Flórida tenham uma licença de corrida de galgos; caso contrário, não podem realizar quaisquer atividades relacionadas a jogos.

Infelizmente, um projeto de lei que teria “desacoplado” cassinos de corridas de galgos não foi aprovado após legisladores estaduais não chegarem a um consenso.

De acordo com registros do estado da Flórida divulgados em 2014, um galgo usado em corridas morre a cada três dias no estado. Coincidentemente, Derby Lane passou a ser uma das pistas com mais mortes. Já passou da hora de acabar com este horror, especialmente com o elevado abuso ainda mais exacerbado pelas drogas.

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