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Fechamento do circo Ringling Bros. simboliza luta de ativistas para acabar com exploração animal

No próximo domingo (21), o Ringling Bros. and Barnum & Bailey Circus realizará seu último show no Coliseu de Nassau em Long Island, nos Estados Unidos. Pela última vez, leões,...

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19/05/2017 às 15:00
Por Redação

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No próximo domingo (21), o Ringling Bros. and Barnum & Bailey Circus realizará seu último show no Coliseu de Nassau em Long Island, nos Estados Unidos. Pela última vez, leões, tigres, camelos e outros animais aprisionados no circo serão forçados a realizar truques degradantes e não naturais.

Elefanta explorada em circo

Foto: Mark A Large / Associated Press

Este é uma conquista simbólica alcançada após mais de três décadas de lutas de ativistas pelos direitos animais.
Conforme o clamor dos ativistas e organizações de proteção animal cresceram desde 1980, o Ringling Bros. os ignorou. Em vez de optar por usar exclusivamente artistas humanos, o circo de 146 anos continuou abusando de animais e esta foi a razão de sua derrocada.

A razão é simples: quando se trata de direitos animais, ocorreram muitas transformações na opinião pública. Uma pesquisa feita em 2015 pela Gallup descobriu que 62% dos norte-americanos acredita que os animais merecem proteção e 32% acredita que os animais devem ter os mesmos direitos que as pessoas. Nos últimos anos, muitas empresas foram forçadas a mudar suas práticas.

O SeaWorld anunciou que encerraria seu programa de reprodução de orcas em março de 2016 e o estado da Califórnia proibiu programas similares alguns meses depois.

Há anos, a Câmara Municipal de Los Angeles votou com unanimidade para proibir o uso de bullhooks em elefantes, e a cidade de West Hollywood proibiu a venda de produtos de peles. Muitas lojas de animais pararam de vender cães originários fábricas de filhotes.

“Enquanto o fim do Ringling é uma vitória para cada ativista que escreveu uma carta, assinou uma petição ou protestou em frente ao circo, a luta para libertar os animais da crueldade, incluindo da indústria do entretenimento, está longe de acabar. Outros circos continuam explorando animais em nome do lucro, assim como zoológicos, aquários e rodeios”, diz Chris DeRose, presidente e fundador da organização Last Chance For Animals, em artigo no Los Angeles Times.

Segundo ele, em 2002, um investigador da organização capturou imagens de treinamento de elefantes no Carson & Barnes Circus, em Oklahoma. O vídeo mostrou métodos de treinamento violento e abusos de elefantes com bullhooks, choques elétricos e maçaricos.

Um instrutor gritou: “faça-os gritar!” As imagens abalaram a terrível indústria. Porém, o Carson & Barnes Circus ainda faz apresentações com animais.

“A verdade simples é que os animais não devem ser usados para o divertimento humano. O processo muitas vezes é antinatural e cruel do início ao fim. Muitos são arrancados da natureza ainda bebês e veem seus pais serem mortos”, destaca DeRose.

“Outros nascem em instalações de criação e nunca conhecem a liberdade. A vida para estes animais é de isolamento, tédio e trauma – é por isso que eles muitas vezes exibem comportamentos anormais, como arrancar a própria pele, balançar incessante e morder barras”, acrescenta.

Conforme observado com o fim do Ringling, o poder do ativismo é forte, mas a legislação pode ajudar a acelerar e fortalecer esse progresso duramente conquistado.

Em março, uma lei federal foi introduzida na Câmara para proibir a exploração de animais selvagens e “exóticos” em circos e exibições itinerantes. Os ativistas têm pressionado para que o Congresso a aprove.

Em abril, a Câmara Municipal de Los Angeles votou por unanimidade para redigir uma proibição do uso de animais em circos e outros shows ao vivo, incluindo festas privadas. É fundamental que o conselho escreva uma versão final do projeto de lei e o aprove.

“Foram necessárias mais de três décadas para o movimento dos direitos animais acabarem com a crueldade que o Ringling Bros. e Barnum & Bailey Circus infligiram aos animais. Não devem ser necessárias mais três décadas para eliminar abusos semelhantes a animais em outros lugares”, conclui o ativista.

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