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Extinção de golfinhos vaquitas pode ocorrer em 2018

Estudiosos afirmam que há menos de 30 golfinhos vaquitas no mundo e que até 2018, a espécie pode entrar em extinção. Os poucos vaquitas que existem atualmente podem ser vistos...

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19/05/2017 às 18:00
Por Sophia Portes

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Estudiosos afirmam que há menos de 30 golfinhos vaquitas no mundo e que até 2018, a espécie pode entrar em extinção. Os poucos vaquitas que existem atualmente podem ser vistos nas águas do norte do Golfo da Califórnia, no México.

Em 2014, a estimativa era de que existiam 100 golfinhos e, hoje, apenas três anos depois, este número diminuiu em 70%.

Um golfinho vaquita preso em rede de pesca

Os golfinhos vaquitas são oriundos da região do Golfo da Califórnia (Foto: Reprodução / Greenpeace)

“Se não fizermos nada hoje, as vaquitas podem se extinguir em 2018. Perdê-los seria como perder um pedaço do México”, lamenta a diretora de estratégia e ciência da WWF México, Maria José Villanueva.

Os golfinhos vaquitas são os cetáceos mais ameaçados do mundo. Além de ser o mais raro do mundo dentro da ordem, as vaquitas também são os menores do mundo, alcançando no máximo 1,5 metros de comprimento.

A espécie só foi descoberta em 1958, ao chamar atenção por suas marcas faciais únicas e belas. Graças ao círculo preto em volta dos olhos, os vaquitas receberam o apelido de “panda do mar”.

A quantidade de animais da espécie vem decrescendo de forma assustadora. Em 1997, existiam aproximadamente 560 no mundo e apenas 10 anos depois havia apenas 150. Isso se deve ao aumento de “pangas” no habitat dos golfinhos vaquitas, que são embarcações de caça de peixes que utilizam uma rede de pesca vertical que captura peixes pelas guelras enquanto eles nadam.

Peixes ficam presos na rede pela guelras e morrem

O método de pesca foi proibido pelo México vai a medida irá expirar ainda este ano (Foto: Reprodução / HypeScience)

Esta rede mata animais de forma indiscriminada, chegando a assassinar 700 mil mamíferos marinhos e pássaros por ano no mundo todo. Por conta disso, esta técnica de pesca é proibida no Golfo da Califórnia. Mas, apesar disso, muitos pescadores utilizam o método de forma ilegal para capturar um peixe ameaçado de extinção chamado totoaba, também oriundo da região.

Protetores animais e ambientais já confiscaram redes com até 2 km de comprimento, sendo utilizadas pelos criminosos.

Outro problema enfrentado pelos protetores, é que a lei que proíbe a utilização dessas redes pelo Governo do México, irá vender em junho deste ano. Isso significa que os protetores têm até esta data para conseguir transladar todos os vaquitas da região para um santuário temporário.

“Consideramos essa uma medida de alto risco porque nada desse tipo já foi feito antes”, afirma o diretor-geral da WWF México, Jorge Rickards.

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