ONGs criticam volta da “carrocinha” em Montes Claros (MG)


Centro voltou a utilizar carrocinha de animais
Ativistas questionam tratamento dado a animais

Um Centro de Controle de Zoonoses de Montes Claros, Minas Gerais, tem causado polêmica nas redes sociais devido ao tratamento que é dado para os animais. Denúncias vieram de organizações de proteção animal.

O primeiro indício do tratamento inadequado ocorreu quando Amanda Cosenza foi ao local tentar recuperar uma cadela. A mulher foi impedida pelo veterinário do local. “Avisaram-me que a carrocinha estava pegando alguns cachorros na Rodoviária, onde eu cuido deles. Quando eu cheguei ao centro, vi a cachorra da foto e reconheci-a das redes sociais, que vi que estava sendo procurada. Tentei resgatá-la e não consegui, o veterinário não autorizou a saída”.

Sobre a recuperação, o coordenador do Centro de Controle de Zoonoses, Luís Osmane Rocha, explica que é possível.“Depois da castração, os cães são liberados para onde foram recolhidos. Os tutores podem recuperar, após passar pelo processo de exames, vermifugação, chipagem e castração”, esclarece.

De acordo com Luís, a Zoonoses faz visitas à residências para realizar diagnósticos e fica sob a decisão do responsável entregar ou não o animal para tratamento. “É o trabalho de rotina, casa a casa. Entramos na casa, tiramos sangue da orelha do cachorro para fazer um dos exames, dentro de 15 minutos, se for positivo, fazemos o segundo exame para ter certeza. Se o cão apontar ter a doença, retornamos ao local para pega-lo. O tutor precisa entregar, mas se não quiser, não forçamos, ele assina um documento que o exame foi feito e deu positivo, mas ele recusou a entregar, nos eximindo de qualquer responsabilidade”.

Para a protetora Aline Matos, que cuida de animais há 10 anos, a volta do uso da carrocinha para resgate de animais abandonados surgiu de repente na região. “Desde 2012 nós conseguimos parar a carrocinha e desde então ela ficou desativada. O CZZ achou uma brecha na lei e está recolhendo e matando os animais positivos à doença. A nossa indignação é que o centro ficou todo esse tempo sem rodar com a carrocinha e agora ele retorna com o uso. E nós protetores tentamos levantar fundos para realizar a castração de alguns, porque sabemos que o problema é muito grande”, desabafa Aline.

O coordenador do centro, entretanto, afirma que a informação não é verdadeira, que a carrocinha sempre atuou em Montes Claros.


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