Grupo organiza protesto contra exploração de animais na Nova Zelândia


Manifestantes planejam exibir publicamente imagens fortes de crueldade contra animais durante protesto no centro de Auckland, na Nova Zelândia. A ação pode ser considerada uma infração de acordo com o escritório de censura do país.

O movimento é promovido pela Anonymous for the Voiceless (AV), organização mundial que defende os direitos animais. Os manifestantes irão mostrar vídeos de animais sendo brutalmente assassinados em prol do consumo humano. Contudo, autoridades afirmam que eles podem violar a Lei de Classificação, cuja pena vai de multas até prisão.

Protesto ocorre no meio de locais públicos com os manifestantes utilizando máscaras
Manifestantes irão exibir imagens de crueldade animal como forma de crítica à sociedade exploradora (Foto: Reprodução / Stuff)

O representante da AV em Auckland, Daniel Rutherford-Smith, afirma que os ativistas vão exibir o documentário “Earthlings” (Terráqueos, em tradução livre) sobre crueldade com animais ou filmagens do grupo de ativistas Farmwatch, da Nova Zelândia.

A representante do Escritório de Classificação de Filme e Literatura, Sue Hoyle, disse que se o protesto utilizar o documentário “Earthlings“, eles vão provavelmente cometer uma infração. “Este filme é classificado na Nova Zelândia como R16, cuja análise é de que contém ‘crueldade animal'”, afirma Hoyle.

Essa produção audiovisual na Nova Zelândia é classificada como expositora de imagens fortes, incluindo peles de animais vivos, assassinato, abuso, canibalismo e vivissecção, ou seja, qualquer operação feita em animais vivos com o objetivo de experimentação ou estudo. De acordo com a análise, o conteúdo descrito no vídeo é impróprio, pois causaria choque e mal-estar às crianças e adolescentes.

Adolescentes com semblante de espanto ao ver as imagens dos protestos do grupo
Se for considerado que o protesto infringiu a Lei de Classificação, a organização poderá ser condenada ao pagamento de multa ou até mesmo a prisão (Foto: Reprodução / Stuff)

“É loucura pensar que as pessoas consideram a imagem pior do que a ação, que é essencialmente o que eles estão permitindo através da compra desses produtos”, critica Rutherford-Smith.

O protesto está agendado para o dia 27 e maio.


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