Proibição do uso de animais em testes de cosméticos é tema de debate


Animais são submetidos a testes laboratoriais para uso humano
Comissão pretende debater exploração de animais em testes industriais

A Comissão de Meio Ambiente (CMA), promove um debate sobre a proibição da exploração de animais em testes da indústria de cosméticos, higiene pessoal e perfume. A iniciativa é do relator da proposta na comissão, senador Jorge Viana (PT-AC).

De acordo com o Projeto de Lei da Câmara 70/2014, os testes em animais somente serão permitidos em produtos com ingredientes que tenham efeitos desconhecidos no ser humano e caso não haja outra técnica capaz de comprovar a segurança das substâncias.

O debate terá a presença de convidados como o coordenador-geral de Saúde e Biotecnologia do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Luiz Henrique Mourão de Canto Pereira; o presidente da Associação Brasileira de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos, Sérgio Pompilio; o diretor do Departamento de Pesquisa e Toxicologia da Organização Internacional Humane Society, Troy Seidle, e a diretora técnica do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, Vânia de Fátima Plaza Nunes.

Ativistas da causa animal protestando em frente ao Ministério de Ciência e Tecnologia
Ativistas vestidos com máscaras de animais e fantasias fizeram protesto em frente ao Ministério de Ciência e Tecnologia pedindo a proibição de testes em animais | Foto: Agência Senado

Os animais são cruelmente submetidos a diversos tipos de testes para avaliação da toxicidade diversas substâncias para consumo humano, como: produtos de limpeza, substâncias químicas, pesticidas, herbicidas, fertilizantes, cosméticos, aditivos alimentares (corantes, aromatizantes, conservantes, etc), equipamentos médicos, produtos que emitem radiação (celulares, fornos de micro-ondas, etc.)

Nos testes, que são normalmente conduzidos sem a administração de qualquer tipo de anestésico, os animais são forçados a ingerir ou inalar substâncias. Grande parte das vezes, sua pele é raspada para que os produtos sejam aplicados ou são colocados em seus olhos. Os produtos também podem ser administrados através de injeção intravenosa, intramuscular ou subcutânea.

Para esses testes, os animais têm, obrigatoriamente que ser contidos, pois os procedimentos são dolorosos e invasivos. Isso significa trancá-los em câmaras de inalação, forçá-los a usar máscaras, introduzir substâncias através de um tubo no nariz que leva diretamente ao estômago.


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