Vídeo flagra a extrema angústia de elefantas aprisionadas em poço de concreto


Um vídeo de pouco mais de um minuto mostra a realidade sombria do cativeiro de animais emocionais sociais e curiosos como elefantes em zoológicos.

Guillermina e Pocha, mãe e filha exploradas pelo Mendoza Zoological Park, na Argentina, são vistas tentando esticar as trombas o máximo que podem para sair do poço de concreto onde vivem, como se estivessem lutando desesperadamente para explorar o mundo exterior.

Elefantas esticam trombas em poço de concreto em zoo
Foto: GSE

Felizmente, as elefantas não devem ficar no zoológico por muito mais tempo.

Em 2016, o local decidiu transferir os quatro elefantes que mantêm – a família de elefantes asiáticos Pocha, Tamy e Guillermina e o elefante africano Kenia – para o primeiro santuário de elefantes da América do Sul, o Santuário de Elefantes Brasil, inaugurado em outubro do mesmo ano.

“O fato de o Mendoza Zoo ter a iniciativa de transferir todos os quatro elefantes é um ato altruísta que é inspirador e merece elogios enormes”, declarou Scott Blais, CEO do Santuário Global para Elefantes (GSE), a organização que coordenou o acordo, ao The Dodo.

Elefantes explorados em zoo argentino
Foto: GSE

“Sabemos que os elefantes são altamente complexos emocionalmente, socialmente e psicologicamente. Felizmente, o zoo percebeu o impacto negativo que o cativeiro possui sobre esses seres sencientes e fez a escolha adequada para lhes dar um futuro melhor”, acrescentou.

Elefanta estica tromba em desespero para escapar de zoo
Foto: GSE

Porém, o santuário ainda precisa arrecadar dinheiro suficiente para transportar os elefantes e a viagem pode não ocorrer rápido o suficiente.

“É difícil observar os elefantes de Mendoza, sabendo o prejuízo emocional causado diariamente”, escreveu o GSE, referindo-se ao vídeo de Guillermina e Pocha.”[Eles] passarm horas estendendo-se sobre uma parede, absorvendo qualquer cheiro que conseguem encontrar, tentando criar algum tipo de imagem do mundo fora das paredes, procurando um pedaço de algo diferente e novo. O que torna mais fácil é saber que [um ] santuário pode curar até mesmo feridas que têm décadas.Temos apenas que trazê-los até aqui”, adicionou.

 

 

 

 


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