INDIGNAÇÃO

Petição contra transporte de animais vivos em Portugal reúne mais de 2500 assinaturas

Foto: PATAV, Facebook

Desde 2015, Portugal realiza o transporte marítimo de animais vivos para o Norte da África e  o Oriente Médio. Os animais são transportados em condições deploráveis, muitas vezes não respeitando a lei.

A bióloga Inês Dias faz parte da Plataforma Anti-Transporte de Animais Vivos (PATAV), um movimento cívico que luta pela sua abolição.

O grupo criou uma petição  – que foi assinada por mais de 2500 pessoas – exigindo o fim da prática para países fora da União Europeia.  Os ativistas esperam que seja discutida na Assembleia da República.

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Foto: PATAV, Facebook

“Sabemos que muitas vezes a lei não é cumprida, que estes animais passam por muito estresse, dor, são agredidos, e achamos que não há qualquer necessidade de eles fazerem este transporte que por lei deveria demorar, era suposto demorar seis dias mas normalmente o que acontece é demorar muito mais tempo, sabemos de casos em que que demoraram vinte e tal dias, praticamente um mês”, afirma.

A PATAV tem vários vídeos que mostram que os animais, não só no transporte mas também ao serem transferidos dos caminhões para os navios, são muitas vezes agredidos, ficam presos pelas patas e viajam em um espaço muito estreito.

“Supostamente deveria ser-lhes dado alimento e água suficiente, mas também existem muitos relatos que mostram que estes animais chegam desidratados e com fome. Todo este transporte é muito mau do ponto de vista do bem estar animal”, sublinha Inês.

Quando chegam ao destino, os animais são sujeitos a rituais kosher e halal, feitos para drenar o sangue , com um golpe no pescoço enquanto estão vivos e conscientes.

No ano passado, segundo a Israel Against Life Shipments, foram enviados para Israel a partir do porto de Setúbal e de Sines mais de 44 mil bezerros e 23 mil cordeiros.

“Nada justifica que estes animais sejam transportados nestas condições e é um negócio que está a crescer agora e, portanto, tem de ser travado agora”, prossegue a ativista.

Além disso, a Plataforma planeia várias ações de sensibilização que podem ser acompanhadas no Facebook que promove várias reuniões com estruturas oficiais e da sociedade civil para expandir a campanha e pediu uma reunião à Direção Geral de Veterinária, até agora sem resposta.

*Esta notícia foi escrita, originalmente, em português europeu e foi mantida em seus padrões linguísticos e ortográficos, em respeito a nossos leitores.

Fonte: Esquerda.net