Protetores dão opção de tratamento de cães com leishmaniose para evitar matança em Porto Alegre (RS)


Por Sophia Portes | Redação ANDA (Agência de Notícias de Direitos Animais)

Reunião entre defensores e Secretaria de Saúde discutiu alternativas para conter a contaminação (Foto: Neemias Freitas / SMS de Porto Alegre

Ativistas da causa animal levaram nesta segunda-feira (08) à Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, uma alternativa de tratamento para cães diagnosticados com leishmaniose. A medida visa evitar que haja a matança destes animais, que estão sob a guarda da Secretaria Especial dos Direitos Animais (Seda).

Para as ONGs, o tratamento com o remédio Milteforan não deve ser descartado. O remédio é registrado e autorizado pelo Ministério da Agricultura. Contudo, ele deve ser importado e é considerado “caro”.

A pretensão da Prefeitura de Porto Alegre era sacrificar esses animais através da contratação de uma clínica veterinária que faria o procedimento, mas após protestos organizados por ONGs de proteção animal juntamente com o apoio da deputada Regina Becker Fortunati (REDE), ex-secretária dos Direitos Animais e militante da causa animal, a medida foi suspensa temporariamente.

Após isso, uma decisão do juiz José Antônio Coitinho, que acatou o pedido da deputada, proibiu a prefeitura de autorizar ou realizar o sacrifício dos 14 cães. O magistrado também defende a utilização do medicamento Milteforan para tratar estes animais e impedir o contágio aos seres humanos.

“Toda a proposta que for feita e proteja os seres humanos e os animais vai ser muito bem-vinda. Mas temos um predicado, que é proteger a vida humana. Já tivemos duas mortes de pessoas”, afirma o secretário da Saúde de Porto Alegre, Erno Harzheim.

Além dos 14 cães já diagnosticados com a doença, há outros 21 que estão sob suspeita. O contrato feito com a clínica veterinária previa o sacrifício de até 200 animais e a possibilidade de haver tantas mortes revoltou os defensores da causa animal.

“Isso não pode ser observado do ponto de vista financeiro. Mas, sim, como a capacidade de superarmos um problema de saúde pública. É a possibilidade de animais, assim como seres humanos, serem medicados e tratados”, defende a deputada estadual Regina Becker.

A alternativa com o uso do Milteforan para tratar a leishmaniose visceral canina não é apoiada pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária. Em nota, eles informaram que o remédio não é uma medida de saúde pública para controlar a doença, mas pode ser adotado em casos específicos. Segundo o texto, o tratamento durará pelo resto da vida do cachorro.

“Vai depender de uma avaliação do médico veterinário e de uma responsabilidade do médico e do tutor. O tratamento não cura, mas às vezes apresenta melhoras nos sintomas. O animal continua portador e reservatório da doença”, conta Camil Jaques, presidente da comissão de saúde pública do Conselho Regional de Medicina Veterinária., ao ZeroHora.

Após dois casos de morte de seres humanos pela doença em Porto Alegre, a cidade registrou emergência epidemiológica. A enfermidade é transmitida somente pelo mosquito-palha que contamina o cão ou a pessoa através da picada da fêmea do mosquito que carrega o protozoário.


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