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Start ups investem em produtos vegetais e mostram a revolução verde da indústria de alimentos

Por Andressa Aricieri/ Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: Reprodução/New Food Magazine

O mundo está testemunhando uma revolução verde na qual cada vez mais start ups de tecnologia surgem ao redor do Vale do Silício, nos Estados Unidos, oferecendo uma alimentação vegetal e inovadoras alternativas à carne e aos laticínios.

Conforme o planeta se torna cada vez mais consciente da sua própria deterioração, o setor de tecnologia está começando a entrar na indústria de alimentos e a oferecer novos e excitantes produtos vegetais.

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A crescente consciência dos consumidores sobre a crueldade da indústria de alimentos e a poluição inspirou uma série de companhias, como por exemplo a Impossible Food. A companhia do Vale do Silício afirma ser uma produtora de hambúrgueres “feitos inteiramente de vegetais para pessoas que amam carne”.

Essa alternativa é uma indicação de uma onda de produtos que procuram inovar na sua imitação precisa da carne e de outros derivados animais.

Há maioneses vegetais que possuem a mesma viscosidade e textura do que as animais, mas são livres de crueldade; alimentos vegetais que lembram frango entre muitas outras opções. Empresários e capitalistas de risco perceberam uma lacuna entre a demanda dos consumidores e a tardia adaptação da indústria de alimentos.

Ali Partovi, um empresário que investe em start ups de tecnologia e companhias de comida sustentável explica: “Quando você conseguir achar uma maneira de usar a proteína vegetal ao invés da animal, terá uma enorme eficiência em termos de energia, água e todos os tipos de outras absorções envolvidas – o que pode ser traduzido no fim do dia como uma economia de dinheiro”.

Além de ética, a produção de produtos vegetais possui custos muito menores e os vegetais são benéficos à saúde humana e amigos do meio ambiente. Toda a filosofia por trás do tema do Vale do Silício tenta reproduzir o gosto e a textura da carne, mas sem utilizá-la.

Um trabalho difícil

As indústrias da carne e laticínios são monumentalmente lucrativas. Nos Estados Unidos, a indústria de carne vermelha gera US$ 88 bilhões de dólares e os mercados de condimentos lucram US$ 2 bilhões, segundo a reportagem da New Food Magazine.

A tarefa das start ups não será fácil. O consumo de carne está tão arraigado na cultura norte-americana e europeia que a mudança será gradual mesmo que isso se popularize. A maioria das start ups, como a Impossible Foods, reuniu exércitos de cientistas comparáveis às companhias de biotecnologia, sendo que a maioria desses especialistas não tem experiência na indústria de alimentos. Sua aproximação é explicitamente científica, com bases laboratoriais e a procura compreender a origem da fascinação das pessoas pela carne e laticínios. Por isso, os produtos vegetais procurar imitar os animais para atrair mais pessoas.

Histórias de sucesso

A tarefa de convencer os consumidores de carne e laticínios a mudarem seus hábitos é difícil. Entretanto, a Hampton Creek é um dos muitos exemplos de história de sucesso. A companhia de San Francisco é especializada em alternativas para ovos e seus produtos, vendidos no Walmart e nos mercados Kroger, mostram o sucesso da Hampton Creek.

O veganismo conquista cada vez mais adeptos e parece que o Vale do Silício e as start ups de tecnologia têm usado bases científicas para convencer o mercado de massa a investir em produtos livres de crueldade.

A taxa de sucesso nos estados norte-americanos é notável e o mercado está crescendo rápido. As vendas de carnes vegetais nos Estados Unidos totalizaram US$ 553 milhões em 2012 de acordo com o Mintel e a projeção é que o mercado global atinja US$ 5 bilhões de dólares até 2020, aponta o Markets and Markets.

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