CONTEÚDO ANDA

Setenta mil aves são mortas para supostamente aumentar segurança em rotas aéreas

Aproximadamente 70 mil aves foram mortas sob o pretexto de elevar a segurança de rotas aéreas em Nova York (EUA) desde 2009. Porém, isso não parece ter reduzido os assassinatos.

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20/04/2017 às 19:30
Por Redação

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Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: KATIV via Getty Images

Aproximadamente 70 mil aves foram mortas sob o pretexto de elevar a segurança de rotas aéreas em Nova York (EUA) desde 2009. Porém, isso não parece ter reduzido os assassinatos.

A matança foi desencadeada por um acidente ocorrido há oito anos, que forçou o piloto Chesley “Sully” Sullenberger a pousar no Rio Hudson depois que os motores do avião prenderam vários gansos.

De acordo com estatísticas compiladas pela Associated Press, após os assassinatos, as mortes de aves por aviões durante a decolagem ou aterrissagem nos aeroportos de LaGuardia, em Nova York, e Newark, em Nova Jersey, realmente aumentaram.

Os aeroportos registraram 158 mortes por ano nos cinco anos anteriores ao acidente no rio Hudson e uma média de 299 por ano nos seis anos seguintes – apesar de dezenas de milhares de gaivotas, estorninhos, gansos e outras aves terem sido mortas após a aterrissagem de emergência no rio.

No aeroporto de Kennedy – que matava constantemente as aves antes do acidente, porque está em uma rota principal da migração – o número de colisões com os animais aumentou também – embora o número de pássaros mortos tenha apresentado queda, segundo o Huffington Post.

Os assassinatos e estatísticas são desanimadores para amantes dos animais “Tem que existir uma solução em longo prazo que não considere matar pássaros e também nos mantenha seguros no céu”, disse Jeffrey Kramer, da GooseWatch NYC.

Apesar dos números, funcionários do aeroporto alegam que os programas de matança tornaram os voos “mais seguros”, porque não houve um acidente similar em Sullenberger.

Depois do acidente de Hudson,os gansos envolvidos foram alvejados primeiramente em LaGuardia, Kennedy e Newark. Eles foram baleados por oficiais da vida selvagem ou capturados em armadilhas e, posteriormente, mortos.

Entre as 70 mil aves mortas estavam 28 mil gaivotas, 16 mil estorninhos europeus, seis mil cowbirds de cabeça castanha e 4,5 mil pombas. Aproximadamente 1,8 mil gansos canadenses também foram exterminados.

Os aviões atingem as aves em Nova York diariamente. O voo de Sullenberger atingiu um bando inteiro de gansos canadenses em 15 de janeiro de 2009, logo após a decolagem de LaGuardia. O incidente rompeu dois motores e Sullenberger foi forçado a pousar no Rio Hudson. Todos a bordo sobreviveram.

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