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Mulher é indiciada por vender cães sem raça definida como cães de raça pela internet

A Polícia Civil de Sorocaba (SP) indiciou uma mulher por estelionato nesta quinta-feira (20), após investigação que identificou que a mulher vendia animais sem raça definida como cães de raça...

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22/04/2017 às 11:30
Por Redação

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Por Sophia Portes | Redação ANDA (Agência de Notícias de Direitos Animais)

Cães morriam por conta dos maus-tratos cometidos por criminosa (Foto: Reprodução/TV TEM)

A Polícia Civil de Sorocaba (SP) indiciou uma mulher por estelionato nesta quinta-feira (20), após investigação que identificou que a mulher vendia animais sem raça definida como cães de raça e ainda os maltratava.

A mulher foi identificada como Jaqueline Moro dos Santos, de 24 anos. Segundo a corporação, ela chegava a cortar as orelhas dos cães que conseguia através de adoções.

De acordo com o delegado Marcelo Carriel, responsável pelo caso, sete pessoas que prestaram depoimento durante as investigações confirmaram que ela vendia os animais e ameaçava quem desconfiasse dos crimes.

“Não existe dúvida nenhuma. Ela foi reconhecida por várias vítimas como a que, efetivamente, fez as vendas dos animais. Ela foi indiciada pelo estelionato continuado e, agora, faltam alguns detalhes para o término do inquérito, como o veterinário que atendeu esses animais e que constatou os maus-tratos”, conta o delegado.

Após a análise do veterinário, Carriel disse que a criminosa também será indiciado por maus-tratos. Ainda segundo a polícia, a mulher usava outros nomes para fazer as negociações das vendas.

A mulher vendia animais sem raça definida como se fossem de raça e ainda praticava maus-tratos (Foto: Reprodução/TV TEM)

De acordo com os compradores, as negociações eram feitas pela Internet. Uma delas, que não quis se identificar, disse que comprou a cadela “Channel”, como sendo da raça maltês, em um grupo de vendas e trocas pela Internet e pelo aplicativo Whatsapp. A cadela foi vendida no valor de R$ 1,3 mil e a entrega foi feita em um estacionamento de supermercado da cidade. Mas após alguns dias, as pessoas começaram a desconfiar. “Falaram pra mim: ‘você comprou um Maltês mesmo? Porque ela não se parece nada com um maltês’, aí comecei a achar estranho”, diz.

Ao levar a cadela até o veterinário, as suspeitas foram comprovadas. “O formato, o tamanho, a aparência do pelo. Apesar do pelo estar danificado pelo estado do animal, não aparenta ser de um animal da raça maltês”, afirma o veterinário Bruno Monteiro. Ele diz ainda que a cadela estava muito anêmica e desnutrida e morreu alguns dias após a consulta.

“Não é pelo dinheiro que ela tira das pessoas e, sim, o que ela faz com os animais, né”, afirma uma das mulheres lesadas.

Outra mulher também foi vítima da criminosa. Ela pagou R$ 300 por um cão chamado Nick que, mesmo com os esforços da tutora, morreu devido aos maus-tratos que sofria com a exploradora.

Veterinários e policiais orientam que as pessoas adotem animais resgatados em abrigos com credenciais ou de canis licenciados. Mas o mais importante é pesquisar e visitar o local onde os animais vivem, para que haja a certificação das condições, e em caso de identificação de maus-tratos, sempre denunciar às autoridades locais.

 

 

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