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Lontras são afogadas e mortas em armadilhas em temporada de caça nos EUA

Lontras são conhecidas por serem criaturas adoráveis e brincalhonas que formam profundos laços sociais. Porém, as pessoas não sabem como muitas delas são mortas.

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21/04/2017 às 06:20
Por Redação

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Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: Reprodução, Facebook

Lontras são conhecidas por serem criaturas adoráveis e brincalhonas que formam profundos laços sociais. Porém, as pessoas não sabem como muitas delas são mortas.

Caçadores têm perseguido lontras-de-rio norte-americanas e a maioria das pessoas provavelmente não está ciente de que essa prática cruel ainda é legalizada em muitos lugares do país.

“A caça de lontras é muitas vezes justificada com base na superpopulação ou suposto dano aos recursos haliêuticos, mas a realidade é que suas peles são lucrativas”, diz Jennifer Place, porta-voz da Born Free USA.

Foto: Reprodução, Facebook

As armadilhas são usadas para capturar muitos tipos diferentes de animais selvagens que, uma vez capturados, esperam dias antes de ser encontrados e mortos.

Com as lontras, as armadilhas podem ser particularmente apavorantes, já que os caçadores que visam aos animais às vezes colocam os dispositivos debaixo de água. Assim, a lontra presa no aparelho afoga-se enquanto luta em desespero por sua liberdade. De acordo com o The Dodo, este processo pode ser de até oito minutos agonizantes.

“Lontras são mais regularmente presas com armadilhas Conibear – armadilhas de corpo inteiro que não necessariamente as matam, de modo que elas suportam uma angústia prolongada”, disse Place.

Em outras ocasiões, os caçadores colocam uma armadilha em uma gaiola junto à casa de uma lontra (geralmente um antro abandonado por outro animal, como castores) e usam pedaços de peixe como isca para atrair os animais.

“Elas são mortas principalmente pela sua pele e algumas são consideradas um incômodo porque se alimentam de peixes que os pescadores querem capturar”, ressalta Brenna Galdenzi, presidente da organização Protect Our Wildlife (POW), um grupo que trabalha para reformar as políticas sobre animais selvagens em Vermont.

Foto: Reprodução, Facebook

Um lugar em que armadilhas para lontras ainda são legalizadas é Vermont, onde os caçadores são autorizados a matar um número ilimitado de indivíduos da espécie entre outubro e o final de fevereiro.

Agora os assassinos estão pressionando o Departamento de Pesca e Vida Selvagem de Vermont (VFW) para expandir a temporada de caça até o final de março, quando muitas lontras já estão grávidas.

“Prolongar a temporada de armadilhas na primavera fará com que mães grávidas e recém-nascidos tenham este destino miserável”, disse Place.

Muitos moradores de Vermont, especialmente aqueles que gostam de observar a vida selvagem local, estão preocupados com a presença das armadilhas.

Foto: Reprodução, Facebook

“Quando as pessoas sabem que Vermont ainda permite o uso de armadilhas tão antiquadas e que causam dor, como as agulhas, elas ficam ansiosas para descobrir como podem ajudar a impedir isso. Todos os anos, cães e gatos, espécies ameaçadas e protegidas são capturadas em armadilhas para outros animais”, revela Holly Tippett, secretária do POW.

Os caçadores representam apenas três em cada dois mil moradores da região; 75% da população acredita que os dolorosos dispositivos devem ser proibidos inteiramente.

“O departamento e a diretoria fazem uma grande injustiça aos moradores do Estado, assim como às gerações futuras, quando enxergam a maioria dos animais selvagens em termos de níveis sustentáveis de “captura”, aponta Mollie Matteson, cientista sênior do Centro para a Diversidade Biológica.

Em 2007, os caçadores de Vermont obtiveram êxito após pedirem a expansão da temporada de captura de castores. Como muitas das armadilhas definidas para castores também incidentalmente matam lontras, agora os caçadores querem a prorrogação da temporada de caça de lontras.

Foto: Reprodução, Facebook

Já os castores desempenham um papel importante na preservação das zonas úmidas e, em um momento em que as mudanças climáticas e a poluição têm dizimado muitos desses sensíveis ecossistemas, o papel deles é crucial para a sobrevivência de todas as espécies que dependem de água doce.

Mesmo que a população de lontras seja mais estável hoje, há não muito tempo os números da espécie diminuíram perigosamente.

Foto: Shutterstock

Devido às armadilhas e às indústrias de carvão, petróleo e gás destruindo seus habitats, as lontras-de-rio que uma vez prosperaram em todo o país foram eliminadas de 11 estados. Na década de 1970, ao perceberem as ameaças aos animais, as pessoas trabalhavam para reintroduzi-los em regiões onde haviam desaparecido.

Além das armadilhas, outras ameaças como a poluição da água e as mudanças climáticas têm prejudicado a sobrevivência da espécie. É por isso que Galdenzi espera que o VFW negue a expansão das armadilhas e até mesmo considere a redução da temporada de castores. “Realmente não devemos matar lontras. O fato de pensarmos em expandir a temporada é vergonhoso”, disse Galdenzi.

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