Cientistas afirmam que restam apenas 10 anos para o nosso planeta

Por Sophia Portes / Redação ANDA (Agência de Notícias de Direitos Animais)

Foto: Reprodução / EcoWatch

Segundo o Instituto Internacional de Análise de Sistemas Aplicados, se os seres humanos não reduzirem drasticamente as emissões de gases de efeito estufa e começar a preservar suas fontes de carbono, como as florestas, o nosso planeta terá uma data de validade de 10 anos.

Esse estudo foi publicado na revista Nature Communications (Comunicações da Natureza, em tradução literal), o qual descreve um plano de ação que pode ser a salvação. O texto descreve um plano que poderia simultaneamente promover a absorção de carbono por parte das plantas e a liberação de carbono pelas atividades antropogênicas, ou seja, induzidas pelos seres humanos.

“O estudo mostra que o sistema combinado de energia e uso da terra deve fornecer zero emissões antropogênicas líquidas bem antes de 2040, a fim de assegurar a atingibilidade de uma meta de 1,5 °C até 2100”, disse Michael Obersteiner, co-autor e diretor do modelo IIASA.

Foto: Reprodução / EcoWatch

O estudo é confluente com o Acordo de Paris, aprovado por 194 países e cujo objetivo central é fortalecer a resposta dos seres humanos à ameaça da mudança climática. Os países participantes se comprometeram a não permitir que 1,5 °C de aquecimento global sejam ultrapassados.

O modelo IIASA impõe que o consumo de combustíveis fósseis seja reduzido para menos de 25% do fornecimento global de energia até 2100, o que caracteriza um corte alto em relação aos 95% que estão sendo usados atualmente. O desmatamento também deveria ser drasticamente reduzido para gerar uma diminuição de 42% em emissões cumulativas.

Na melhor das hipóteses, deveria haver um aumento de aproximadamente 5% no uso de energias renováveis como a eólica, solar e a bioenergia, até 2022. Mas além disso tudo, também deverá ser feito um processo de reflorestamento e revitalização dos ecossistemas oceânicos, senão a temperatura global pode atingir 2,5 °C.

A China aumentou seu consumo de energias renováveis e países inteiros como a Dinamarca, se comprometeram a usar 100% de energias renováveis. Em contraposição o presidente país mais poluente do mundo, Donald Trump, está estudando táticas para reverter ou até mesmo se retirar de acordos e regulamentos de diminuição de impactos climáticos.

 

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