Morre, em Criciúma, um dos pugs mais longevos do Brasil


Por Carmen Garcia (em colaboração para a ANDA)

Divulgação | Arquivo pessoal

Maiakovski Garcia, carioca nascido no Bairro Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro, poderia figurar no Guines Book como um dos pugs mais longevos do Brasil; quiçá, do mundo, embora o Kennel Club do Brasil não possua estatística para confirmar esse dado.

Maia-Fênix, que ganhou esse sobrenome por causa da sua resistência, viveu dos 14 aos 16 anos e dois meses na cidade de Criciúma, Sul de Santa Catarina. O cãozinho, cuja raça vive, em média, pouco mais de 12 anos de idade, perdeu a batalha pela vida no último dia 7 de março deste ano, no Bairro Santa Luzia, onde vivia com sua tutora, a jornalista Maria do Carmo.

Divulgação | Arquivo Pessoal

O baixinho, de cara achatada, já deixa saudades no lugar onde viveu por mais de uma década. Fazia questão de passear diariamente e chamava a atenção por onde passava. A deficiência renal, diagnosticada em novembro de 2016, foi reduzindo suas forças, mas, ainda assim, fez questão de andar pelo quintal de casa até horas antes de sua partida. E foram muitos os combates, todos vencidos com galhardia. “Maia, como o chamava carinhosamente, era um animal saudável, feliz e carismático, até ser derrotado pelos rins”, conta a tutora, acrescentando que o batizou com esse nome em homenagem ao poeta da revolução russa, Vladimir Maiakovski.

O diagnóstico de insuficiência renal grave chegou no dia 3 de novembro de 2016. O veterinário que o assistiu durante 14 anos, Vilson Heinzen Cardoso, expôs a realidade nua e crua de como seriam seus próximos dias. “A taxa de creatinina e de ureia está elevadíssima. Devido à sua idade avançada e seu problema cardíaco, não há como medicar. Só nos resta a fluidoterapia”, disse o médico. O caminho, então, seria a eutanásia para evitar o definhamento completo. A tutora do cãozinho até considerou essa possibilidade, mas mudou de ideia horas antes do procedimento. “Não me arrependi. Por gratidão, Maia passou o Natal e o Réveillon comigo e comemoramos, juntos, seu aniversário em 13 de janeiro deste ano”,conta Maria do Carmo.

Divulgação | Arquivo pessoal

Testemunha

Maiakovski nasceu dia 1º de janeiro de 2001. Testemunhou fatos marcantes da História do Brasil e do mundo, como o atentado às torres gêmeas do World Trade Center, nos EUA, em 11 de setembro daquele ano; viu a Seleção Brasileira de Futebol conquistar o pentacampeonato, em 2002 e um ex-metalúrgico ser eleito Presidente da República no mesmo ano. Em março de 2004, viveu momentos de tensão durante a passagem do Furacão Catarina pelos litorais de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. “Maia era a única companhia naquele momento de pavor”, relembra a tutora.

E, depois de outras Copas do mundo, o cãozinho Maia também captou o clima de decepção quando o Brasil foi goleado por 7 X 0 pela Alemanha e perdeu a taça, em

2014. À época, o Brasil já era governado por Dilma Rousseff, primeira mulher a ostentar a faixa de Presidente do Brasil. Entrou para a História, mas em maio de 2016, foi afastada do cargo. E, finalmente, o “chinesinho de nariz curto” viu, em fevereiro de 2017, o País do carnaval vibrar com a vitória da Portela, que amargava um jejum de mais de 30 anos sem títulos. “Muitas vezes meu anjinho só dormia quando também eu apagava as luzes. Foi seu último carnaval”, lamenta Maria do Carmo, que permaneceu ao seu lado até o último suspiro.


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