Doação de simulador cirúrgico para cursos de medicina salva centenas de animais abusados em testes


Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: PETA

Centenas de animais em quatro países em desenvolvimento já não serão mutilados e mortos em cursos de formação médica, graças à doação de oito simuladores cirúrgicos TraumaMan realizada pela PETA.

Os dispositivos de última geração são avaliados em US$ 200 mil e, com a iniciativa, 20 países ainda utilizarão cães, porcos, cabras e ovelhas em cursos médicos.

Bangladesh, Gana, Jamaica e o Quênia usarão o simulador TraumaMan em vez de animais para treinar médicos em seus programas patrocinados pelo ATLS (Advanced Trauma Life Support) da American College of Surgeons (ACS).

O programa da ATLS é uma referência nos cuidados para a avaliação inicial e tratamento de pacientes com lesões traumáticas. O TraumaMan – cujo fabricante, Simulab Corporation, colaborou com os ativistas na doação – é aprovado como um substituto para o uso de animais e consegue reproduzir a respiração, o sangramento em um tronco humano, usando pele, tecidos, costelas e órgãos internos bastante realistas.

Foto: PETA

Desde 2014, foram doados mais de 100 simuladores TraumaMan, avaliados em US$ 2,9 milhões, para substituir o uso de animais em programas ATLS na Bolívia, China, Costa Rica, Chipre, Egito, Grécia, Indonésia, Irã, Jordânia, México, Mongólia, Panamá, Filipinas, Trinidad e Tobago e nos Emirados Árabes Unidos, conforme divulgado pela PETA em seu site.

“O ATLS Quênia orgulha-se de ser capaz de treinar médicos para tratar lesões traumáticas usando tecnologia de simulação humana eficaz ao invés de animais vivos. Os participantes do Advanced Trauma Life Support poderão aprender sem praticar procedimentos cirúrgicos em animais”, disse Daniel Ojuka, diretor do ATLS do Quênia, parte da Sociedade da Cruz Vermelha do Quênia.

Em comparação com os procedimentos que exploram animais, os sistemas TraumaMan são mais portáteis, menos onerosos e reutilizáveis. Estudos mostram que os médicos que aprendem habilidades cirúrgicas nesses simuladores são mais eficazes do que aqueles que cortam animais, em grande parte porque os dispositivos imitam a anatomia humana.


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