Macacos e morcegos são queimados e mutilados para serem vendidos em mercado


Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: AFP/Getty Images

Macacos têm sido agressivamente caçados por suas carnes na Indonésia.

Autoridades e ativistas têm intensificado os esforços para persuadir os moradores da ilha de Sulawesi a pararem de consumir os macacos criticamente ameaçados, uma das muitas criaturas “exóticas” que fazem parte da dieta da comunidade indígena local.

A espécie, cujo nome científico é Macaca nigra, é parte de uma série de animais selvagens “exóticos” encontrados em toda a Indonésia, incluindo tigres e orangotangos, que enfrentam uma série de ameaças devido à caça e à destruição de seu habitat.

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“Em outras regiões, algumas espécies de macacos enfrentam a extinção por causa da redução do habitat. Porém, aqui o habitat está ficando menor e as pessoas estão comendo os macacos”, explicou a Yunita Siwi de Selamatkan Yaki, uma fundação que faz campanhas para proteger os primatas.

A carne do macaco é apreciada pelo povo étnico Minahasan, um grupo em grande parte cristão no país com muitos muçulmanos, que não mostra nenhum incômodo em ingerir animais “exóticos”, ao contrário das comunidades islâmicas da Indonésia.

Em um mercado na cidade de Tomohon, um estômago e animais queimados e mutilados estavam em oferta.
Macacos de crista negra estavam à venda ao lado de morcegos e cães carbonizados.

Foto: AFP/Getty Images

Os macacos e alguns outros animais comercializados no mercado são protegidos pela lei indonésia e, em 2016, oficiais invadiram o local, provocando violentos confrontos com os fornecedores.

Entretanto, o comércio de animais ainda estava em ascensão durante uma recente visita. Algumas agências de viagens locais até mesmo ofereceram passeios para viajantes.

A demanda pela carne levou os caçadores de Minahasan a percorrerem grandes distâncias em busca dos macacos, indo até partes remotas da ilha.

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Em quatro décadas, a população de macacas nigra em seu habitat natural em Sulawesi caiu mais de 80% de estimados 300 indivíduos por quilômetro quadrado em 1980 para apenas 45 por quilômetro quadrado em 2011, dizem os pesquisadores.

A União Internacional para a Conservação da Natureza classifica o macaco como criticamente ameaçado.
Além de estar em risco por seu status como uma iguaria local, o habitat natural do macaco tem sido destruído pela expansão de assentamentos e terras agrícolas.

Como a população caiu, ativistas e a agência local de proteção da vida selvagem começaram a fazer uma campanha para salvá-los.

Os ativistas colocaram tendas nos mercados locais para explicar que os macacos estão protegidos pela lei, enquanto outdoors foram colocados em cima de estradas para alertar as pessoas sobre a possibilidade de enfrentar uma pena de prisão de cinco anos caso cacem os animais.

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ONGs e o governo local têm incentivado as escolas a incluir aulas de proteção de animais, incluindo sobre a Macaca nigra, nos currículos.

Ativistas também falaram para as igrejas na área aconselharem os padres a informarem que os seres humanos devem proteger a Terra e animais ameaçados como os macacos, disse a ativista Siwi.

Eles também têm destacado o papel fundamental dos macacos na proteção da biodiversidade.

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Os macacos dispersam sementes e estimulam o crescimento de algumas árvores, de acordo com Stephan Lentey, da ONG Macaca Nigra Project.

Os ativistas advertem que a demanda pela carne traz ainda mais pressão sobre os animais ameaçados.
A caça dos animais para a alimentação “é o último prego no caixão para uma população em declínio”, disse Simon Purser do centro de resgate de animais selvagens de Tasikoki, localizado em Sulawesi.


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