Marinheiro e cão se salvam ao pular de lancha em chamas em SP


Foto: Reprodução

Uma embarcação de luxo que colidiu contra outro barco nas proximidades da Ilha das Palmas, no fim de fevereiro, pegou fogo no fim da tarde do último sábado (1º), no Canal de Bertioga, no litoral de São Paulo. A Capitania dos Portos investiga o caso.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, a lancha era ocupada por um marinheiro e um cachorro, que pularam na água assim que as chamas tiveram início. A corporação foi até o local, mas o fogo já havia consumido toda a embarcação. Ninguém se feriu.

Ainda segundo os bombeiros, o incêndio teria sido provocado por um defeito na sala de máquinas. Muitas pessoas se aproximaram para tentar salvar a embarcação, mas ela acabou afundando totalmente após ser destruída pelo fogo.

Em nota, a Marinha do Brasil, por intermédio da Capitania dos Portos de São Paulo, informa que, segundo informações preliminares, coletadas no local pela equipe de peritos da Capitania, não houve vítimas ou poluição hídrica por conta do incêndio na embarcação “Again”. Um inquérito administrativo será instaurado para apurar causas, circunstâncias e responsabilidades.

Colisão entre lanchas

Um vídeo obtido pela reportagem mostra a colisão entre duas embarcações no dia 28 de fevereiro, nas proximidades da Ilha das Palmas. Uma delas foi a que pegou fogo no sábado (1). Na época do acidente, o proprietário da lancha que se chocou contra a outra afirmou que tudo não passou de um acidente, decorrente de um problema mecânico.

O vídeo foi gravado por acaso, por um ocupante da outra lancha, que queria registrar o pôr do sol com a família. As imagens mostram várias pessoas, incluindo crianças, dentro de uma lancha. Ao fundo, a outra embarcação aparece e rapidamente provoca uma colisão lateral. Os ocupantes da lancha atingida se assustam e começam a gritar, questionando o motivo de o outro condutor ter provocado o acidente.

Foto: Arquivo Pessoal

O piloto em questão é o engenheiro civil Aquiles Rosa, de 55 anos. Em entrevista ao G1, ele afirmou que perdeu o controle da direção e que não pôde evitar a colisão. “Estou muito chateado. Eu passei o dia na Enseada, em Guarujá. Estava com um amigo, de 68 anos, que tem medo de navegar. O meu marinheiro e a minha cachorra também estavam no barco. Na volta, eu vinha cruzando a 50 milhas, que é o meu cruzeiro. Como tinha muito barco voltando, a água estava revolta, cheia de marolas. Quando ultrapassei a segunda marola, perdi a direção. O barco foi jogado totalmente para a direita, não me obedecia. Pensei que havia estourado uma mangueira da direção”, relatou.

Rosa afirmou ainda que, após a colisão, procurou os ocupantes da outra lancha. “Eu dei a volta, fiz o retorno e parei. Os ocupantes do outro barco resolveram fugir. Então, eu fui até o Porto Marina Astúrias. Eu pedi desculpas a eles, no mesmo dia em que isso aconteceu. Eu gastei R$ 200 mil para pintar meu barco, por que eu ia iria estragá-lo? O que aconteceu foi que realmente estourou um equipamento”, explicou.

O vídeo do acidente viralizou nas redes sociais e diversas pessoas fizeram comentários agressivos contra o piloto. O engenheiro disse que irá processar a todos. “Todos eles vão pagar. Eu vou mover uma ação contra todo mundo que disse um monte de porcaria. Isso não é verdade”, concluiu.

Outra versão

De acordo com uma testemunha, que prefere não se identificar, o vídeo foi gravado durante o carnaval, quando dezenas de embarcações estavam nas imediações da Ilha das Palmas. O piloto da lancha responsável pelo acidente estaria fazendo várias manobras irregulares e, inclusive, chegou a quase virar outro barco que passava pelo local.

“Ele estava muito louco. O objetivo era tirar uma ‘fininha’ para assustar as pessoas. Ele não errou a manobra. Bateu no cara de propósito. Eu estava na minha embarcação e ele passou por mim. Foi uma irresponsabilidade. Ele poderia passar por cima das pessoas e até matar alguém. Todo mundo ficou em choque. Tinha até uma criança de muletas no barco”, disse.

De acordo com a Marinha do Brasil, por intermédio da Capitania dos Portos de São Paulo, o abalroamento entre as embarcações ‘Dika Brothers’ e ‘Again’ ocorreu no fim da tarde do dia 28 de fevereiro. Após a colisão, uma equipe de peritos da Capitania dirigiu-se para as marinas, onde se encontravam as embarcações. Foi realizada perícia nas duas lanchas, testemunhas foram ouvidas e foi confeccionado um laudo pericial. Não houve vítimas nem poluição ambiental.

Fonte: G1


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