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Mortes de cães explorados em corrida de trenó expõem crueldade da indústria

Mais um cão morreu na Iditarod Trail Sled Dog Race, uma corrida anual que obriga cães a puxar trenós realizada no Alasca (EUA). A corrida deste ano tornou-se a mais...

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20/03/2017 às 17:10
Por Redação

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Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: Erik Hill / Alaska Dispatch News

Mais um cão morreu na Iditarod Trail Sled Dog Race, uma corrida anual que obriga cães a puxar trenós realizada no Alasca (EUA). A corrida deste ano tornou-se a mais letal para os animais em quase uma década.

Shilling, um cão de três anos da equipe de Roger Lee, desmoronou e morreu a aproximadamente 16 quilômetros antes do posto de controle de Unalakleet, de acordo com um comunicado de imprensa do Comitê de Iditarod Trail.

Este é o terceiro cão a ter um colapso em Iditarod este ano e o quarto a morrer. Dois cães obrigados a correr pelos veteranos Katherine Keith e Seth Barnes desabaram durante o trajeto para Koyuk e Galena, respectivamente. Um cão exausto morreu após o superaquecimento em um voo de carga de Galena a Anchorage, conforme noticiado pelo portal ADN.

Outro cão desmaiado foi atingido e morto em Anchorage depois de ser liberado de cuidados em Iditarod – e, portanto, não foi considerado entre os cães que faleceram na corrida.

O número de mortos é o maior desde 2009, quando seis cães morreram durante o Iditarod. Não houve mortes entre 2010 e 2012. Antes disso, a corrida matava, em média, um cão por ano.

“Estamos apenas recolhendo informações, não sei mais nada. É um momento triste, vamos descobrir o que aconteceu”, disse Mark Nordman, quando estava perto da linha de chegada em Nome.

Mike Davis, pesquisador de cães de trenós da Oklahoma State University defendeu que parte da razão para os anos sem fatalidades foi o desenvolvimento de pesquisas.

Ele foi responsável por uma pesquisa que descobriu que dar supressores de ácido gástrico como Prilosec para cães com estômago vazio ajudava a reduzir significativamente as úlceras gástricas, anteriormente causas comuns de morte de cães forçados a conduzir trenós por longa distância.

Segundo ele, “os pesquisadores sabem muito menos sobre a fisiologia de um cachorro do que a fisiologia humana e milhares de coisas podem fazer com que um cão tenha um colapso e morra”.

Em um comunicado de imprensa, o Iditarod declarou que faria uma necropsia para determinar a causa da morte.
Lee está correndo com animais de um canil de Scott Janssen de acordo com uma biografia fornecida pelo Iditarod. Lee, que está em período sabático da Força Aérea dos EUA, trabalha como manipulador de cães desde 2006.

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