Zoológico nega ajuda para elefanta prestes a morrer de inanição


Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: RcamachoVzla/Twitter

A Venezuela enfrenta atualmente uma profunda crise econômica. Desde o ano passado, a imprensa denunciou vários casos de animais explorados em zoológicos e que estão desnutridos no país, já que a crise diminuiu o fornecimento de alimentos.

Outro exemplo doloroso ilustra esse grave cenário. Fotos chocantes de uma elefanta de 46 anos chamada Ruperta, que atualmente está no Caricuao Zoo, provocaram indignação nas mídias sociais.

As imagens mostram a elefanta com os ossos salientes e um rosto severamente magro. Depois que as fotos se tornaram virais, os venezuelanos lançaram uma campanha para salvar Ruperta. O El Universal informou que Ruperta começou a sofrer de diarreia e desidratação depois que funcionários do zoo só receberam abóbora para alimentá-la por vários dias.

De acordo com o jornal, quando vizinhos tentaram levar alimento para a elefanta, os funcionários recusaram as doações, citando questões sanitárias.

Foto: CEN

Segundo o One Green Planet, o governo nega que Ruperta esteja morrendo de inanição, dizendo que uma doença de estômago causou sua perda de peso e exigiu que ela fosse colocada em uma dieta restrita. Porém, apenas no ano passado, cerca de 50 animais morreram de fome no Caricuao Zoo devido à escassez crônica de alimentos, de acordo com um líder sindical.

Embora as autoridades neguem que Ruperta está morrendo, é evidente que ela está extremamente magra e precisa de cuidados médicos urgentes. Uma petição foi feita para pressionar o zoo a realocar Ruperta imediatamente.

Os moradores locais não são os únicos preocupados coma elefanta. O Ministério do Meio Ambiente do país divulgou uma declaração dizendo: “Os elefantes podem viver na natureza até atingirem 60 anos. Ruperta tem 46 anos. Ela é um animal que tem envelhecimento prematuramente”.

Foto: Reprodução, Care2

Elefantes adultos normalmente consomem entre 300 e 400 quilos de alimentos diariamente em seu habitat. Entretanto, em cativeiro, os zoológicos admitem alimentar os elefantes prisioneiros com uma quantidade muito menor do que a necessária (principalmente para evitar a obesidade que ocorre com a falta de exercícios).

Na natureza, um elefante pode pastar e ingerir uma variedade de alimentos durante todo o dia. Em cativeiro, infelizmente, os elefantes precisam consumir tudo o que é fornecido e de acordo com um cronograma. Tudo isso é contrário ao que é natural para os instintos da espécie.

Se você adora elefantes, não os visite em zoos. Esses estabelecimentos possuem apenas fins lucrativos e promovem o sofrimento de animais sequestrados na natureza como entretenimento.

A boa notícia é que todos nós temos o poder de acabar com esta indústria ao nos recusarmos a financiá-la. As pessoas devem apoiar santuários que oferecem cuidados a elefantes mantidos em cativeiro e organizações que trabalham para protegê-los.


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