Voluntários fazem campanha parar encontrar cão que pegou ônibus e desapareceu no Pará


Por Sophia Portes / Redação ANDA (Agência de Notícias de Direitos Animais)

‘Chapadog’ é popular entre os alunos. (Foto: Divulgação)

O cãozinho chamado “Chapadog”, sem raça definida, desapareceu na última segunda-feira (27) após subir em um ônibus no terminal da Universidade Federal do Pará (UFPA), em Belém. O animal era conhecido por professores, alunos e funcionários da instituição por “assistir” as aulas nas salas da universidade. O sumiço do cãozinho mobilizou a todos da comunidade acadêmica e externa em uma grande campanha nas redes sociais.

“O Chapadog ganhou esse nome dos alunos no período de ocupação justamente porque é amigo dos alunos, ele interage e até conversa sempre que a gente provoca. Ele é muito dócil, muito carinhoso e adora assistir aula, ele vai para dentro da sala, participa de atividades com os alunos, gosta de grupos de humanos”, afirma Elizabete Pires, coordenadora do projeto Peludinhos da UFPA, ao G1.

O cão é tão conhecido que tem até uma página no Facebook. Em um dos vídeos mais assistidos, ele aparece “conversando” com uma aluna.

Alunos criaram uma página para o Chapadog na rede social. (Foto: Reprodução/ Facebook Chapadog)

De acordo com os voluntários do Projeto Peludinhos da UFPA, o cão foi visto pela última vez na segunda-feira (17), quando seguia um grupo de alunos até um terminal de ônibus e entrou em um veículo. A notícia do desaparecimento mobilizou centenas de pessoas que compartilharam fotos e vídeos do Chapadog na esperança de reencontrá-lo. Os alunos se reuniram, inclusive, para juntar uma quantia em dinheiro e oferecer em recompensa por informações que levem ao paradeiro do cãozinho.

“Já contivemos ele várias vezes, já é a quarta ou quinta vez que ele sobe em ônibus. E a gente sempre o resgata. Tivemos a notícia que os alunos o atraíram e ele foi. Já o colocamos preso, mas ele foge, não sabe viver preso, gosta de estar no meio das pessoas. Nós estamos muito receosos que algo de mal aconteça, temos até uma pessoa que quer adotá-lo”, conta ainda Elizabete.


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