Capivaras da Lagoa da Pampulha (MG) serão esterilizadas e devolvidas ao local


Por Sophia Portes / Redação ANDA (Agência de Notícias de Direitos Animais)

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Oitenta e cinco capivaras, que vivem soltas na orla da Lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte (MG), começarão a ser castradas a partir da próxima semana. Esse é o plano do secretário municipal do Meio Ambiente, Mario Werneck, que divulgou nesta quarta-feira (22), os detalhes da estratégia de controle populacional destas capivaras. Feita em acordo com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), a medida pretende castrar e posteriormente reintroduzir os roedores na área ocupada.

“São animais que devem ficar lá mesmo porque muitas pessoas vão lá para tirar fotos, elas já fazem parte da paisagem da Pampulha e não é nosso intuito retirá-las agora”, declarou. “Nós vamos fazer aquilo que foi acordado junto ao Ministério Público [de Minas Gerais] e ainda na próxima semana devemos ter o primeiro animal castrado”, completou o secretário.

Em 2016, uma criança morreu contaminada pela febre maculosa após caminhada no Parque Ecológico da Pampulha. Como as capivaras são hospedeiras da bactéria causadora da doença, a discussão sobre a presença delas no parque voltou a ser discutida. De acordo com laudos médicos da época, a criança teria sido contaminada através da picada do transmissor, o carrapato estrela.

A polêmica discussão sobre a manutenção das capivaras no parque terminou somente em fevereiro deste ano, com a assinatura do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). O acordo prevê a esterilização destes animais, sem que haja necessidade de remoção permanente deles da lagoa.

Segundo Werneck, isso permite que, mesmo com os animais vivendo naquele ambiente, a população estará a salvo do risco de contrair a febre maculosa. “A castração das capivaras elimina o risco, pois existe uma maneira científica de os carrapatos não atingirem as capivaras após a castração”, declarou o secretário.

 


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