A luta de partido político para acabar com a corrida de galgos em Portugal


Reuters

Uma petição online foi criada este mês para denunciar os maus-tratos aos animais que participam das corridas de galgos em Portugal e, por isso, pede a proibição das mesmas. Reunindo quase duas mil assinaturas até o momento, o texto denuncia os famosos choques elétricos durante os treinos. Associações ligadas às corridas negam qualquer tipo de violência.

Os criadores da petição são do partido político português Pessoas-Animais-Natureza (PAN). O texto descreve uma situação  “lamentável” em que existe um processo de seleção, manutenção, treino e destino dos galgos “vergonhoso e cruel”. Alega que os animais “são criados com o único propósito de correr e vencer, muitos cães jovens e saudáveis são descartados e mortos”. E descreve um cenário de horror nestas competições: “Os cães que vão para as pistas enfrentam um duro programa de treino e, durante os treinos e as corridas, sofrem riscos significativos de lesões, como fraturas de patas ou traumatismos cranianos. Alguns chegam a morrer de ataque cardíaco devido ao intenso desgaste físico. Os danos físicos são muitas vezes considerados “inviáveis financeiramente” para serem tratados e o treinador – que se diz ‘tutor’ – que opta por matar o cão”.

André Silva, do PAN, questionou o Ministério da Agricultura se havia conhecimento da atividade de corridas de galgos, se já ocorreu alguma ação de fiscalização a estas corridas; se sim quando, quantas e qual o resultado das ações; se tem conhecimento dos violentos métodos de treino utilizados nesta atividade e se tem conhecimento da administração de drogas estimulantes. A resposta? “O Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural (MAFDR) não tem conhecimento da existência das corridas referidas na pergunta parlamentar”. Isto, reforça ainda o PAN, “apesar de os secretários de Estado estarem com frequência em eventos onde há corridas de galgos”.

Fonte: Notícias ao Minuto


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