Angelina Jolie defende consumo de insetos sob justificativa de impactos ambientais


Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: Reprodução, Ecorazzi

Em sua campanha para um filme recente, a atriz Angelina Jolie passou seu tempo no Camboja ensinando um grupo de crianças a fritar e comer escorpiões e tarântulas. Grilos também estavam no menu e ela brincou que, ao consumir insetos, você sempre começa com “grilos e uma cerveja”.

O raciocínio por trás de tudo isso defende que o consumo de insetos é aparentemente mais “ambientalmente estável” do que de outros animais. A BBC apresentou um vídeo de Jolie e os insetos alegando que, em 2050, a população humana será de nove bilhões e que os insetos são “nutritivos” e “criados com baixos custos”.

Por que não deixamos de infligir sofrimento e morte desnecessários completamente? A BBC alega que, à medida que a população continua a aumentar, precisamos buscar fontes de proteína que não sejam “carne e peixe tradicionais”. Eles acreditam que os insetos são capazes de atender a essa necessidade.

Na verdade, eles defendem que insetos devem ser espalhados no topo de sua sua pizza e citam as palavras de Shami Radia, co-fundador de uma empresa de “insetos comestíveis”, que afirma que os insetos são o “super alimento original.” Radia afirma que eles são “ricos em proteínas, minerais e aminoácidos, por isso faz sentido para comê-los”.

“Por essa lógica, também faria sentido comer o seu vizinho. Se a nossa tomada de decisão moral não consiste em nada além do valor nutricional da carne de alguém ou de excreções, então podemos justificar praticamente qualquer coisa”, escreve Bem Frost, em artigo divulgado no Ecorazzi.

Outro ponto central do argumento a favor do consumo de insetos é que eles são “melhores para o ambiente do que a pecuária convencional”.

“É absolutamente irrelevante se o custo ambiental do consumo de insetos é menor do que a agricultura convencional. Não há justificativa moral para infligir sofrimento e morte sobre qualquer ser senciente. Não há nenhuma necessidade ou compulsão que garanta tal comportamento. Não precisamos de nenhum produto animal para ter uma vida perfeitamente saudável”, destaca Frost.

Na ausência de qualquer compulsão moral, o que Jolie e a BBC defendem não é nada além da substituição direta de uma forma de exploração por outra. Isso pode amenizar a culpa de algumas pessoas em relação a preocupações ambientais, mas não diz nada sobre a moralidade de suas ações.

Na realidade, esse absurdo apenas fornece a pessoas como Jolie um falso senso de superioridade moral quando suas ações são moralmente indistinguíveis daquelas de qualquer outra pessoa que não é vegana.

“A resposta para a exploração animal não virá em um pacote de insetos vendidos ao lado de amendoins torrados e sementes de chia. Precisamos nos afastar da ideia absurda de que podemos lutar contra a injustiça com mais injustiça. Reconhecer o valor moral animal – grande e pequeno – significa reconhecer que o veganismo é o que devemos a eles como uma questão de obrigação moral”, concluiu o autor.


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