Companheirismo: animais e idosos formam famílias incríveis


Por Janaína Fernandes | Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

“Os animais dão um amor que não recebemos das pessoas”, disse Ivone | Foto: ALDO V. SILVA

Os filhos crescem, saem de casa, criam sua própria família e o sentimento de dever cumprido ameniza a saudade. E quando vem chegando a velhice, o primeiro pensamento é: “vou passar o resto da minha vida sozinho?”. Para muitos, uma fase difícil da vida, para outros, uma oportunidade de viver novas experiências.

Nesse contexto, os animais, seres repletos de vitalidade e amor, podem exercer um papel importante nessa etapa final da vida. Com muita energia, carinho e companheirismo, os animais possuem uma alta capacidade de aprender e de cuidar de seus tutores. Adotar um animal nessa etapa, além de beneficiar a saúde, segundo a psicológa Lélia Emika Eto, faz bem para o coração: “Muitos idosos relatam que passaram a se sentir mais alegres, não se sentem sozinhos e são “obrigados” a se movimentarem mais, seja nos cuidados com o animal ou até mesmo para brincar e passear com ele”, revelou.

Cheios de energia para gastar, os animais incentivam a atividade física e diminuem o stress dos idosos. Porém, o ingrediente mais importante dessa relação, é o afeto: “É necessário que o idoso goste do animal doméstico, pois o vínculo afetivo é o principal ingrediente para que a relação traga bons resultados para ambos”, ressalta a psicóloga.

A adoção animais, além de beneficiar diversos elementos da vida dos mais velhos, é essencial para contribuir com a causa animal. Além de fazer com que o número de animais sem lar seja cada vez menor, proporciona aos animais que viveram meses, ou até anos de suas vidas sozinhos, uma vida melhor, com mais afeto e carinho.

Companheirismo

A vida de Ivone Garibaldi, 62 anos, mudou completamente depois que adotou um animal. A mulher, que é viúva e mãe, adotou um cão da raça “pastor alemão” em 1998 e sofreu profundamente com a morte do animal, que morreu aos 14 anos. Com saudades, a senhora se tornou tutora de dois cães e cuida do animal doméstico de sua sobrinha. Para ela, os animais são essenciais na vida de uma pessoa, pois “são companheiros, dão um amor que não recebemos das pessoas, um amor incondicional”. Quando seu filho saiu de casa, conta que o pastor Barão que deu apoio emocional a ela.

Além dos companheiros de quatro patas, Ivone, cuida de duas calopsitas, Chico e a Pipoca, e o canário Jijo Neto. Segundo ela, limpar sujeira e tratar deles não é trabalho,”Os animais curam nossas vidas!”


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