Grife Animale abre SPFW exaltando crueldade animal com peças de couro de cobra


Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: Marcelo Soubhia /FOTOSITE

A grife carioca Animale, comumente alvo de críticas por suas coleções contendo artigos com pele animal, adicionou mais um episódio negativo ao seu histórico abrindo a semana de moda, São Paulo Fashion Week, com peças cuja textura se assemelha a couro de cobras píton. A confirmação foi feita através de uma matéria publicada pelo portal Folha de São Paulo, que afirmava que a principal matéria-prima para a confecção das peças foi couro de cobra. Após uma série de críticas negativas, o portal retirou a matéria do ar. Atualmente no e-commerce da Animale, é possível encontrar uma série de peças faltando a descrição da fabricação e seus componentes deixando evidente a falta de transparência e compromisso ético com o consumidor.

Vítimas de torturas excruciantes, cobras são mortas das formas mais cruéis possíveis em países asiáticos como Malásia, Indonésia e Vietnã e seu couro é vendido para todo o mundo para a abastecer o mercado da moda e servir de matéria-prima para confeccionar bolsas, roupas e calçados.

Imagens de um matadouro de cobras na Indonésia | Reprodução

Pesquisadores afirmam que a falta de fiscalização e alta demanda por produtos de couro está colocando uma série de espécies de répteis em risco de extinção. Extremamente lucrativo, apenas no Sudeste Asiático, esse comércio rende anualmente 1 bilhão de dólares por ano.

Acordos internacionais como Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Extinção (CITES), abriram inúmeras brechas que permitem que a exploração e chacina desses animais seja permitida e regulamentada. Apesar de os principais pontos de extração de peles funcionarem de forma artesanal e clandestina. Usando métodos chocantes, os animais, sejam os retirados de seus habitats ou os criados em cativeiro exclusivamente para a prática, sofrem dores lancinantes e muitas vezes têm suas peles retiradas de seus corpos ainda vivos.

Os principais métodos de extração de peles é através da decapitação, golpes no crânio ou asfixia, onde os animais tem suas bocas e ânus selados enquanto são literalmente inflados com ar através de um compressor, o animal sobrevive a tortura por aproximadamente 30 minutos em completa agonia.

Animais são torturados de formas cruéis e chocantes | Reprodução

Nos últimos anos a ONG PETA, tem realizado em todo o mundo ações contra o uso de couro de cobras no mercado da moda, chegando a protestar inclusive New York Fashion Week com ativistas com corpos tingidos de verde. A organização também chama atenção para personalidades que exaltam a crueldade animal usado peças confeccionadas com couro de cobra como Beyonce, Kim Kardashian, Reese Witherspoon , Kylie Minogue e Ashley Olsen.


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