Estudo mostra a angústia de animais mantidos em cativeiro


Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: Reprodução, Flickr

Entre os vários comportamentos estereotipados que os animais exibem em cativeiro, caminhar continuamente é um dos mais comuns e é amplamente observado naqueles que são explorados por zoológicos.

Muitos fatores causam essa triste situação, incluindo o ambiente inadequado e sua falta de enriquecimento ou mesmo a antecipação de atividades de cuidados de rotina. Alguns pesquisadores observaram que essa movimentação, juntamente com estereótipos semelhantes, podem ser resultado de aberrações permanentes no cérebro causadas por anormalidades em ambientes cativos, conforme divulgado pelo Faunalytics.

Outros o descrevem como uma reação direta e contínua ao ambiente cativo. Poucos pesquisadores, entretanto, tentaram desenvolver uma definição precisa sobre o tema que a diferencia claramente da locomoção regular. Esta diferenciação é um primeiro passo necessário para identificar e prevenir sua ocorrência.

Em um estudo divulgado na revista Applied Animal Behaviour Science, pesquisadores usaram videocassetes de alta velocidade para registrar o movimento de 11 ursos polares explorados em um zoo. Eles levantaram a hipótese de que “os dois comportamentos (o estereotipado e a locomoção regular) devem diferir significativamente em relação à duração, à posição da cabeça e à variabilidade. Os pesquisadores coletaram vídeos de caminhadas “regulares” e “repetitivas”. Eles analisaram a filmagem para verificar a duração do ciclo e a relação da posição da cabeça dos animais.

Os resultados mostraram que a caminhada repetitiva variou significativamente da movimentação regular.
Curiosamente, 10 dos 11 ursos “foram registrados andando continuamente exclusivamente em áreas planas e estéreis de suas exposições, enquanto que a outra locomoção ocorreu em uma variedade de substratos”, diz o estudo.

As conclusões do documento comprovam que a caminhada repetitiva “não é um comportamento típico de uma espécie ou um comportamento característico da maioria dos indivíduos selvagens de uma determinada espécie e vantajoso para a sua sobrevivência e propagação”. Em outras palavras, o ritmo indica que um animal está enfrentando o estresse por “estar separado do [seu] ambiente” por meio de um comportamento repetitivo e sem objetivo.


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