Cadela recebe transfusão de sangue após contrair doença do carrapato


Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Cadela contraiu a doença do carrapato | Foto: Reprodução G1

Em Sorocaba, no interior de São Paulo, a cadela Tieta, deu um susto em seu tutor. Por conta de uma anemia profunda, causada pela doença do carrapato, a cadela precisou fazer uma transfusão sanguínea. Jefferson, responsável pelo animal, não estava em casa quando recebeu a notícia: “Eu me mudei para outra cidade e a Tieta ficou. Quando fui informado da doença, ela já estava em um estado avançado e a única opção era fazer a transfusão”, contou.

Uma das principais causas da transfusão de sangue em animais, é a doença do carrapato, segundo a veterinária que cuidou de Tieta, Milene Iyeiri: “A doença atinge a medula óssea e afeta a produção de plaquetas, células brancas e células vermelhas. Isso depende do tipo de carrapato que infectou o animal”. Jefferson que buscou bolsas de sangue em clínicas de Sorocaba, e não encontrou, resolveu procurar nas redes sociais um cão doador: “Eu tentei uma última chance, coloquei um post no Facebook e, incrivelmente, ele teve uma boa repercussão. Em questão de minutos, a Mônica, tutora da cachorra Darah, entrou em contato dizendo que queria fazer a doação”, relembrou Minoru.

Do outro lado da cidade, Monica Mendonça não mediu esforços para viajar até a Zona Norte: “Eu moro na Zona Oeste e a doação ocorreria na Zona Norte. Chovia muito e o trânsito ficou muito lento. Eu estava desesperada para chegar a tempo, pois talvez Tieta não resistisse mais um dia, mas graças a Deus deu tudo certo! Doar faz mais bem para quem doa do que para quem recebe, recomendo”, contou Mônica ao G1.

Mesmo superando expectativas, Tieta precisa de cuidados | Foto: Reprodução G1

De acordo com a veterinária Iyeiri, mesmo superando as expectativas, Tieta precisa de cuidados: “Como a doença atinge a medula óssea, em alguns casos a transfusão não funciona, porque o organismo não está produzindo as células. A Tieta fabrica, mas não tanto quanto ela consome. Então a gente usa um medicamento para estimular a medula óssea e a produção de células brancas”, explica Milene.

A transfusão sanguínea

Para cada situação, a transfusão demanda um tipo específico de sangue, além de ser feita baseada na necessidade do animal: “A transfusão pode ser feita com sangue fresco, refrigerado, concentrado de plaquetas e papa de hemácia. Vai depender do que o animal precisa. No caso da Tieta, como era algo urgente, mesmo ela tendo baixa de plaquetas e células vermelhas, o mais indicado era o sangue fresco”, explica a veterinária.

Ao contrário do que muitos pensam, a transfusão pode ser feita em humanos, cães e gatos: “Gatos também podem passar pelo procedimento, mas é mais difícil, porque o sangue tem que ser coletado exclusivamente da jugular, as veias da pata não são espessas o suficiente. Os gatos podem doar pouco. Então, se um felino precisar de muito sangue, serão necessários vários animais para realizar o processo”, informa Milene.


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