Milhares de cavalos são mortos pela indústria da carne no México e no Canadá

13/03/2017


Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: dezi/Shutterstock

A luta para acabar com a exportação de animais vivos é comum em lugares como a Austrália, onde vacas são regularmente colocadas em navios lotados e forçadas a suportar viagens longas e torturantes rumo a outros países, onde serão brutalmente mortas.

Não é uma questão da qual as pessoas ouvem falar nos Estados Unidos, mesmo que atividades semelhantes aconteçam no país o tempo todo. Nos EUA, as vítimas mais frequentes dessa prática são os cavalos.

A Humane Society (HSUS) estima que 130 mil cavalos norte-americanos são enviados para o México e Canadá todos os anos para serem mortos para consumo humano. Como as vacas australianas, eles “frequentemente enfrentam longas jornadas em matadouros sem comida, água ou descanso adequados”.

A HSUS explica que, uma vez no matadouro, os cavalos são brutalmente forçados a entrar em uma “caixa da morte” e atingidos na cabeça com uma pistola de parafuso em uma tentativa de atordoá-los antes dos assassinatos. Este é um destino assombroso para suportar.

Estes cavalos possuem origens diversas. Alguns são cavalos puro-sangue explorados em corridas que não obtiveram resultados satisfatórios. Alguns são cruelmente despejados por seus responsáveis por serem mais velhos.

Muitos, porém, são cavalos selvagens ou, pelo menos, eram antes de serem perseguidos por oficiais do governo, geralmente o Departamento de Gestão de Terras (BLM) que utiliza helicópteros de baixa altitude e muitos dólares dos contribuintes (embora nem sempre legalmente).

A liberdade é arrancada desses corações selvagens para dar lugar a operações comerciais ou porque as pessoas se queixaram de que os cavalos estavam destruindo uma propriedade privada.

Conforme matéria do One Green Planet, eles também são prejudicados porque os fazendeiros se opõem à pequena fração de terras públicas que os cavalos selvagens atualmente ocupam e que a indústria defende que deve ser reservada exclusivamente para vacas e bois explorados em fazendas. O programa federal de cavalos selvagens custa aos contribuintes algo em torno de US$ 80 milhões anualmente.

Uma vez capturados, estes cavalos são enviados para casas de leilão, onde são vendidos para o matadouro que der o maior lance. Alguns podem ser salvos por cidadãos ou santuários interessados e, até o momento, uma alma corajosa e afortunada ficou conhecida por ter escapado por sua própria vontade.

A maioria, no entanto, experimenta a brutalidade da exportação enquanto está viva e depois a morte. Nem mesmo as éguas grávidas escapam dessa tragédia.

Recentemente, alguns legisladores federais, incluindo os representantes Buchanan, Schakowsky, Royce e Grisham, introduziram um projeto de lei para acabar com a exportação de cavalos para matadouros no exterior e também para proibir que as operações de mortes de cavalos sejam estabelecidas no país.

A HSUS explica que este ato também protegeria os consumidores, pois a carne de cavalo norte-americana pode ser tóxica para os seres humanos devido à administração indiscriminada de drogas aos animais. Os cavalos também recebem rotineiramente centenas de drogas tóxicas e tratamentos químicos ao longo de suas vidas, já que eles não são criados para alimentação como outros animais.

O fato é que a maioria dos norte-americanos se opõe à morte e ao consumo da carne de cavalo, mas isso tem sido ignorado pela legislação. Uma petição publicada no Care2 pressiona os membros do Congresso a sancionarem a H.R. 113: a Lei SAFE – para preservar as vidas dos cavalos e a saúde humana.


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