ONG de proteção animal faz boletim de ocorrência contra funcionário da UFMG


Por Mirian Chystus em colaboração com a ANDA

Funcionário é acusado de destruir ponto de alimentação de animais

A ONG BastAdotar fez hoje, 10 de março, um boletim de ocorrência na 17ª companhia PM (rua Jordânia, 313, bairro Ouro Preto), para denunciar um funcionário da Faculdade de Letras da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), que destruiu o ponto de alimentação dos gatos instalado no campus. O flagrante foi feito por uma aluna da Pós-Graduação da faculdade, e apesar disso, a Diretoria da instituição não teria tomado nenhuma atitude para investigar o caso. O boletim de ocorrência, será protocolado na UFMG para conhecimento e definição de providencias pelas autoridades universitárias, em relação ao funcionário público.

O BO se baseou principalmente no preceito da Constituição (artigo 225 parágrafo 1 inciso VII ) que garante o meio ambiente, incluídos aí, flora e fauna, como direitos da comunidade e estabelece como responsabilidade da instituição pública, o zelo por esse meio ambiente e animais que vivem no espaço público. A Constituição é clara no que considera abuso em relação à proteção da vida dos animais e crueldades que possam ser cometidas contra eles. A ONG, também vai denunciar a destruição dos pontos de alimentação dos animais em área comum entre as faculdades de Letras, Ciência da Informação, Filosofia e Ciências Humanas (FALE/ ECI/ FAFICH), como “destruição de patrimônio”. E, finalmente, caracterizar o fato como “ato cruel contra os animais”, por pretender privá-los de comida e água, impondo-lhes sofrimento e ameaça de morte por envenenamento.

O boletim também contém relato da intimidação feita pelo funcionário flagrado destruindo o ponto de alimentação dos animais à aluna que fez o flagrante. Citando as perguntas impertinentes feitas por ele sobre a identidade da aluna. A atitude ameaçadora do funcionário fez com que a estudante de Pós-Graduação em Letras se mantivesse até agora anônima.

A Diretoria da Faculdade de Letras, mesmo tendo tomado conhecimento dos fatos ocorridos – destruição de patrimônio público e ameaça à estudante e às vidas dos animais – em reunião com a ONG BastAdotar, continuou a considerar o funcionário como “exemplar” e não anunciou nenhuma medida administrativa de investigação dos fatos denunciados. Diante disso, a repercussão nas redes sociais foi grande e também dentro da comunidade da própria UFMG. A falta de atitude da Diretoria de Letras foi considerada uma “omissão”. Uma das manifestações, foi da professora Cristina Malm, da Escola de Veterinária UFMG. Em e-mail enviado à Diretoria, ela discorreu sobre o próprio trabalho relacionado à castração e atendimento de animais em estado de sofrimento provocado por maus tratos. Ela criticou a indiferença em relação a esse sofrimento, base diária de seu trabalho há muitos anos.


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