Araras que vivem em fazenda em TO visitam proprietário do local diariamente


Foto: Reprodução/TV Anhanguera

A fazenda Jandira em Porto Nacional, a 66 quilômetros de Palmas (TO), é considerada um recanto das araras. Lá, mais de 80 aves são criadas soltas e aproveitam a liberdade na natureza. O detalhe é que as aves são consideradas amigas do proprietário, o empresário Antônio Pereira Barros. Inclusive, ele contratou um funcionário para cuidar especificamente delas, principalmente da alimentação que é composta por sementes de girassol e castanhas do Pará.

A história de amizade entre as araras e o empresário já foi contada em 2015. Aliás, na época, ele disse que elas eram consideradas as netas dele. Barros tem uma relação com as aves há mais de 20 anos. Embora as araras sejam criadas livres, elas não saem da fazenda, já que lá elas têm comida de sobra e principalmente carinho. O caseiro Clésio Ramos Silva foi contratado há sete meses para cuidar especificamente delas.

Caseiro com uma arara. Foto: Reprodução/TV Anhanguera

“Quando eu vim trabalhar aqui eu não sabia o que eu ia fazer. Achei que era qualquer outro serviço normal. Aí quando eu cheguei aqui, ele falou que era só para eu cuidar das araras. Fiquei muito feliz”.

É o caseiro que prepara a alimentação das aves. “Aqui o que faço é ficar observando elas, se não estão adoecendo, triste e fazer comida para elas. Duas vezes ao dia, a gente faz comida, milho triturado com arroz. A gente dá semente de girassol e castanha do Pará”, diz. Além da comida preparada pelo caseiro, elas também aproveitam as frutas que têm na região, principalmente mangas.

Amizade

A relação de amizade entre o empresário e as araras supera até mesmo a distância. É que todas as manhãs, elas deixam a fazenda e voam cerca de oito quilômetros até casa de Barros que fica no centro da cidade de Porto Nacional.

Ele conta que isso acontece todas os dias. Elas chegam por volta das 6 horas da manhã, são alimentadas e depois voam de volta para a fazenda. “Têm umas que tomam o café junto comigo. Na mesa comigo”, afirma.

As araras voam para a cidade atrás de Antônio e até comem no ombro dele Foto: Divulgação/Paparazzo Fernando Alves Lima

O empresário relembra que esse hábito começou em 2005, quando ele sofreu um acidente e ficou por mais de dois meses em Goiânia. Quando ele voltou para casa, foi recepcionado por amigos e parentes. No dia, elas também apareceram e pousaram nas árvores que têm na casa dele.

No dia-a-dia, muitas vezes elas também aparecem na cidade e pousam no ombro dele. “Às vezes estou andando ou conversando e aparecem algumas e pousam em mim”.

A relação entre eles é um mistério. Quando Barros vai à fazenda é pura festa. Algumas saem das árvores e voam ao encontro dele, como se estivessem dando um abraço de boas-vindas.

Fonte: G1


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