Bebê orangotango criado como animal doméstico renasce após ser resgatado


Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: International Animal Rescue

Envolto em uma fralda, um bebê orangotango chamado Vena observa ao redor com olhos sonolentos. Aos sete meses, ela deveria estar com sua mãe. Em vez disso, ela está nos braços de um cuidador humano, agarrando-se a qualquer conforto que pode conseguir.

Vena foi resgatada em Ketapang pela International Animal Rescue (IAR), uma organização que resgata e reabilita a vida selvagem na Indonésia e em outras partes do mundo.

Embora os salvadores de Vena não saibam exatamente o que aconteceu, eles acreditam que a mãe de Vena foi assassinada, o que é comum para orangotangos adultos, especialmente porque as pessoas continuam a desmatar florestas para plantações de óleo de palma. Após a morte da mãe, o orangotango foi mantido como um animal doméstico por uma mulher chamada Bahiyah.

Foto: International Animal Rescue

Na verdade, é ilegal manter orangotangos como animais domésticos no país e provavelmente foi por isso que Bahiyah inicialmente disse à equipe do IAR que conseguiu Vena de um terceiro. No entanto, ela finalmente admitiu que havia mantido Vena consigo por três meses, supostamente tratando-a como sua própria filha.

Mas não importa o quão bem uma pessoa trate um bebê orangotango, nada pode substituir o lugar da mãe do bebê.

“Na natureza, ela estaria agarrando-se firmemente a sua mãe enquanto ela se movia pelas árvores e teria ficado com ela e confiado nela para ter proteção e cuidado durante os próximos seis a oito anos de sua vida”, declarou Lis Key, gerente de comunicações do IAR.

“Isso nos faz sentir muito tristes. Bebês orangotangos como Vena devem ficar com suas mães na floresta. É doloroso imaginar o trauma que sofreram antes de acabarem na casa de alguém, sozinhos e longe de casa”, acrescentou.

Foto: International Animal Rescue

Infelizmente, esta não foi a primeira vez em que Bahiyah manteve um orangotango nessa situação. Em novembro de 2016, o IAR resgatou outro bebê orangotango, chamado Boyna, da tutela de Bahiyah.

“[Boyna] também estava sendo tratado como uma criança por Bahiyah. Ela disse que estava muito triste quando Boyna foi levada e sentia muito a sua falta, mas então ‘alguém’ deu a ela outro bebê para cuidar”, revelou Key.

Embora a equipe do IAR trabalhe duramente para conscientizar as pessoas sobre criar orangotangos, muitas pessoas ainda não compreendem os impactos negativos de mantê-los como animais domésticos.

“Nossa equipe se empenha muito para explicar às pessoas por que não devem manter os orangotangos como animais domésticos. Além de ser ilegal, é cruel – e uma vez que os bebês como Vena deixam de ser pequenos e bonitos, eles se tornam fortes e incontroláveis e acabam em cadeias ou atrás das grades. Sem dúvida, nossa equipe tem ido ainda mais longe para impressionar Bahiyah. Ela não deve criar outro orangotango, o que ela está fazendo é errado e não é pelo melhor interesse do orangotango. Os orangotangos são animais selvagens que pertencem à floresta, não ao cativeiro”, completou Key.

Foto: International Animal Rescue

Agora, Vena está segura no centro de reabilitação do IAR em Ketapang, onde está atualmente em quarentena. Uma vez que for considerada em forma e saudável, será apresentada a outros bebês orangotangos no centro e até mesmo irá à escola para prepará-la para voltar à natureza. Mas vai demorar um pouco antes que Vena esteja pronta para ser libertada.

“Demora muito tempo e nem sempre é fácil reabilitar um orangotango e prepará-lo para a liberação de volta à natureza”, disse Adi Irawan, veterinário e gerente de operações do centro de orangotangos do IAR, em um comunicado.

“Os bebês orangotangos precisam de anos para aprender todas as habilidades de que precisam para se defender sozinhos na natureza. É também um processo muito caro. Há 108 orangotangos em nosso centro de reabilitação e isso coloca uma enorme responsabilidade sobre nós em termos de cuidados e custos”, completou.

Foto: International Animal Rescue

O IAR continuará a resgatar e reabilitar o maior número de orangotangos possível, mas a espécie enfrenta uma quantidade significativa de problemas.

“É o momento de as pessoas perceberem que, se continuarem violando a lei ao capturar orangotangos e mantê-los ou vendê-los como animais domésticos, a espécie logo se extinguirá”, disse Karmele Llano Sanchez, diretor do IAR, ao The Dodo.

“Qualquer um a quem um orangotango for oferecido certamente não deve comprá-lo. Eles devem entrar imediatamente em contato com as autoridades e denunciar a pessoa que está tentando vendê-lo. Se as pessoas não estão dispostas a cooperar entregando o orangotango, então a ação necessária deve ser tomada para cumprir a lei”, finalizou.


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