Aquário de Vancouver continua explorando belugas após mortes de animais


Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: Meighan Makarchuk/Vancouver Aquarium

O Aquário de Vancouver anunciou que irá explorar belugas novamente depois de meses de especulações de que a morte súbita de duas belugas em 2016 e a indignação pública apontaram que a instalação poderia acabar com o cativeiro dos animais.

Em novembro, as únicas baleias do aquário, as belugas Aurora, de 30 anos, e sua filha Qila, 21, morreram com nove dias de diferença, após sintomas de doença, mas sem qualquer causa clara de morte.

O presidente e CEO John Nightingale prometeu que o aquário não deixaria nenhuma pedra em sua investigação e não devolveria belugas à piscina até que uma causa de morte fosse determinada.

Agora, o aquário revelou que ainda não há uma causa definitiva de morte, mas as belugas retornarão – a uma nova piscina, na exposição canadense do Ártico, que já estava prevista para ser construída no outono.

A exposição será aberta na primavera de 2019, disse ele.

Ao contrário do programa anterior de belugas, na nova mostra não haverá reprodução de animais em cativeiro, segundo Nightingale.
“Nós pretendemos descontinuar a exibição de belugas até o final de 2029, que é o fim do atual contrato de arrendamento do aquário com o Vancouver Park Board”, afirmou.

O Aquário de Vancouver tem sido pressionado por grupos de direitos animais e alguns políticos municipais para acabar com a exibição de cetáceos. O conselho do parque discutiu a realização de um plebiscito municipal no próximo ano para permitir que os eleitores decidam se a instalação deve ser autorizada a manter baleias, golfinhos e toninhas.

O aquário explora várias belugas que são ‘’emprestadas’’ para outras instalações. A nova exposição, que terá de três a cinco belugas, pode ou não incluir esses animais, dependendo de como as baleias se adaptarem em um ambiente não reprodutivo, disse Nightingale, que argumenta que as belugas são importantes para a realização de pesquisas.

Desde que Qila e Aurora faleceram, o aquário realizou uma investigação “exaustiva”, enviando amostras de tecido para laboratórios externos e revisando as operações no recinto das baleias.

“Não encontramos uma causa definitiva que aponte por que os animais morreram”, declarou Martin Haulena, veterinário-chefe do aquário.

De acordo com ele, a investigação está em andamento e a razão mais provável das mortes é uma toxina que pode nunca ser identificada. “O que aconteceu parece muito específico dessa exposição, onde os animais estavam na época”, acrescentou, segundo a CBC.


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